MT atinge 800 aeronaves agrícolas e lidera ranking nacional

Em 2026, Mato Grosso atingiu a marca de 800 aeronaves agrícolas em operação, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e consolidou o primeiro lugar no ranking nacional. Ao todo, o Brasil tem 2.800 aeronaves, número 2,87% maior do que o registrado até o final de 2025 (2.722).

O dado é preliminar e faz parte do relatório que será divulgado nesta terça-feira (24), na abertura da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas, no município de Capão do Leão (RS). Com o resultado preliminar, há uma tendência de crescimento na atividade agrícola do país, impulsionada pela ampliação do uso de tecnologias no campo.

Ainda segundo os dados já divulgados, o estado apresentou crescimento de 7% na frota de aeronaves voltadas ao desenvolvimento agrícola. O Rio Grande do Sul segue em segundo na lista, com quase 400 aeronaves (crescimento acima de 3%). Já o terceiro lugar ficou com o estado de São Paulo, que no novo levantamento ultrapassou Goiás.

Mesmo fora da lista dos cinco estados com maior número de aeronaves em operação, o Pará apresentou o maior crescimento, com aumento de 14%. Em segundo lugar aparece o Tocantins, com crescimento superior a 10%.

Mercado internacional

Mesmo diante de um ajuste global nas entregas de aeronaves agrícolas em 2025, o Brasil segue como um dos principais motores do setor no mundo. Relatório da indústria internacional citado pelo Sindag aponta que fabricantes norte-americanas como a Air Tractor e a Thrush Aircraft reduziram o número de aeronaves produzidas; ainda assim, o país mantém papel estratégico na absorção desses equipamentos.

Na comparação internacional, especialmente com os Estados Unidos, onde estão as principais fabricantes, o peso brasileiro se destaca. Estimativas do setor indicam que entre 47% e 50% das aeronaves da Air Tractor distribuídas mundialmente têm como destino o Brasil. Mesmo com a retração nas fábricas norte-americanas, a demanda brasileira continua sendo um dos principais termômetros da atividade aeroagrícola mundial.

Agro de Primeira

fortalecimento do setor foi pauta do podcast Agro de Primeira, apresentado por Adriane Steinmetz. Com participação de Hoana Almeida Santos, presidente do Sindag, e Gabriel Colle, diretor-executivo do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), o episódio discute sobre os mitos e as oportunidades da aviação agrícola no país.

O episódio também destaca o fenômeno da deriva, os investimentos em tecnologia para reduzir perdas que podem chegar a R$ 100 mil em apenas 15 minutos de voo, além do papel das aeronaves no combate a incêndios e na geração de empregos em toda a cadeia.

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