Prefeito rebate vereador após críticas sobre reajuste do IPTU em Campo Novo dos Parecis

O debate em torno da atualização da Planta Genérica de Valores e do reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ganhou novos capítulos em Campo Novo dos Parecis. O prefeito Edilson Antônio Piaia reagiu publicamente às críticas feitas pelo vereador Willian Freitas, que havia anunciado nas redes sociais a intenção de apresentar um decreto para tentar barrar a atualização do imposto diante da insatisfação popular.

Durante pronunciamento, o prefeito afirmou que o parlamentar deveria buscar mais informações técnicas junto à administração municipal antes de criticar a gestão. Piaia destacou que o vereador está em seu segundo mandato e, segundo ele, conhece a situação envolvendo a arrecadação e as exigências relacionadas ao IPTU.

“Vá até a Secretaria de Finanças para ver o que está acontecendo, antes de você ficar fazendo vídeos e falando mal da gestão”, declarou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal também reforçou que o papel do vereador é fiscalizar e defender os interesses da população, mas defendeu que isso seja feito com responsabilidade e diálogo institucional.

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“O dever do vereador, sim, é fiscalizar, defender a população, mas primeiramente você tem que usar a sua inteligência, buscar saber o que está acontecendo, o que está acontecendo com os tributos do IPTU, o que aconteceu com algumas irregularidades que teve, para depois sim poder levar para a população e levar para o prefeito a sugestão, o que pode ser feito para melhorar. Não usar máquina pública para ficar fazendo politicagem. Isso que eu lhe peço, para que você venha nos ajudar”, disparou Piaia.

A Prefeitura sustenta que a atualização da Planta Genérica de Valores ocorreu após notificações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), já que os reajustes periódicos não teriam sido realizados pela administração anterior dentro do prazo previsto. O prefeito ainda responsabilizou parte da classe política pelo cenário atual, citando a falta de cobrança em gestões passadas.

Dados apresentados pela administração municipal apontam que a arrecadação do IPTU em 2025 somou pouco mais de R$ 14,8 milhões, valor que, segundo o Executivo, não seria suficiente para cobrir sequer os repasses destinados à Câmara Municipal. A previsão é de que os custos do Legislativo aumentem ainda mais em 2026.

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“Você que está no segundo mandato, você é o maior responsável por tudo isso que está acontecendo, que você está na gestão desde a gestão passada. Você bem sabe que [sobre ] a Planta Genérica […] você, como vereador, você foi omisso de não cobrar da gestão passada”, completou o prefeito.

O tema segue gerando repercussão entre moradores do município, especialmente diante do impacto financeiro provocado pelo reajuste do IPTU em diferentes regiões da cidade.

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