Brasil estreia sob comando de Ancelotti com empate sem brilho, mas dá sinais de recuperação

Apesar da falta de entrosamento e problemas ofensivos, Seleção mostra evolução defensiva e mantém esperança de crescimento até a Copa de 2026.

A estreia de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira terminou com um empate sem gols diante do Equador, em Guayaquil. Sem tempo hábil para implantar seu estilo — foram apenas três treinos, dois com o grupo completo — o técnico italiano ainda não conseguiu entregar uma revolução, mas deu indícios de recuperação, especialmente no sistema defensivo.

Foto: Franklin Jacome/Getty Images

O cenário não era favorável. A derrota por 4 a 1 para a Argentina ainda ecoava, e a pressão era intensa. O empate, apesar de pouco empolgante, tem valor. O Equador, mais entrosado e em estágio avançado de preparação, exigiu atenção tática e concentração. O Brasil, mesmo desfalcado, segurou bem.

A equipe voltou a sair de campo sem sofrer gols, algo que não acontecia há quatro jogos. Ancelotti armou o time no 4-1-4-1 sem a bola, com Casemiro como primeiro volante e um setor ofensivo comprometido com a recomposição. O Equador tentou explorar os lados, mas a defesa brasileira se mostrou sólida. Destaque para o zagueiro Alexsandro, do Lille, estreante com desempenho acima da média, seguro nas disputas e firme nas coberturas. A briga por posição com Gabriel Magalhães tende a ser intensa.

Com a bola, o Brasil enfrentou dificuldades conhecidas. O time formava um 3-3-4 na fase ofensiva, mas sofreu com a falta de aproximação entre os setores e o excesso de erros técnicos. O gramado irregular atrapalhou, mas os problemas vinham de antes: passes errados, domínios falhos e finalizações imprecisas.

A ausência de nomes como Rodrygo, Raphinha e Neymar também pesou. Vini Jr. tentou individualmente, mas o coletivo não acompanhou. As melhores chances surgiram em roubadas de bola no campo adversário ou em jogadas isoladas.

Apesar da atuação tímida, o resultado pode ser considerado aceitável. A Seleção tem a chance de embalar com uma vitória contra o Paraguai na próxima terça-feira, em São Paulo, o que pode colocá-la na vice-liderança das Eliminatórias.

A caminhada rumo à Copa de 2026 continua acidentada, mas Ancelotti tem histórico e capacidade para reorganizar o time. A estreia não foi um espetáculo, mas serviu para lançar bases sólidas — e é nesse terreno que se constroem seleções campeãs.

Fonte:ge/Redação

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