Escorpiões avançam em Mato Grosso e casos disparam, com mais de 2 mil registros em um ano

O número de acidentes com escorpiões tem apresentado crescimento preocupante em Mato Grosso nos últimos anos, acendendo um alerta para autoridades de saúde e reforçando a importância de medidas preventivas por parte da população.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde indicam que, em 2024, foram registradas 1.473 ocorrências envolvendo esses animais peçonhentos. Já no ano seguinte, o total subiu para 2.012 casos, evidenciando uma alta significativa. Somente neste ano, até o dia 16 de janeiro, já foram contabilizados 264 acidentes. Apesar do aumento, não houve registro de mortes no período analisado.

Os municípios com maior número de casos desde 2024 incluem Cuiabá, Cáceres, Várzea Grande, Barra do Bugres e Sinop.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maioria dos acidentes ocorre em áreas urbanas, atingindo principalmente homens entre 20 e 59 anos. A incidência tende a aumentar durante períodos quentes e chuvosos, quando as condições ambientais favorecem a proliferação desses aracnídeos.

O major Felipe Mançano Saboia destaca que a prevenção ainda é a melhor estratégia para evitar acidentes. Entre as principais recomendações está a manutenção da limpeza em ambientes internos e externos, evitando o acúmulo de materiais que possam servir de abrigo, como entulho, folhas secas, madeira e objetos sem uso.

Medidas estruturais também são fundamentais, como vedar frestas em paredes, portas, janelas e ralos, além de manter caixas de esgoto bem fechadas. Outro ponto importante é o controle de insetos, especialmente baratas, que são a principal fonte de alimento dos escorpiões.

O uso de equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados ao lidar com lixo ou materiais acumulados, também reduz o risco. Além disso, roupas, toalhas e sapatos devem ser sacudidos antes do uso, prevenindo o contato acidental com o animal.

Em caso de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão, manter a pessoa em repouso e buscar atendimento médico imediato. Se possível, o escorpião deve ser fotografado ou levado ao serviço de saúde para facilitar a identificação. Práticas como torniquetes, cortes, sucção ou uso de substâncias caseiras são contraindicadas, assim como a ingestão de álcool ou a automedicação.

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