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JOELHO DE CORREDOR: SINTOMAS E COMO TRATAR

Foto: Reprodução

O joelho de corredor é um tipo de lesão provocada pela prática inadequada e/ou exagerada em intensidade e quantidade de treinos por semana. Também chamado de síndrome do trato iliotibital (STIT), é mais comum em esportistas amadores e se caracteriza, principalmente, por uma dor na parte frontal da articulação.

Neste artigo, conheça o que pode prevenir ou levar ao surgimento do problema, como é o diagnóstico e quais são as opções de tratamento. Boa leitura!

O que é joelho de corredor?

O joelho não apenas é a maior, mas, também, uma das mais importantes articulações do corpo. Para suportar o peso corporal e possibilitar uma grande mobilidade, ele integra uma série de estruturas.

A patela (ou rótula) é o osso circular que se liga aos tendões e ligamentos em volta do joelho. É ela que permite mover o osso da coxa, para cima e para baixo, durante as corridas.

Já o trato iliotibial (ou banda iliotibial) é uma faixa de tecido fibroso que começa na bacia e termina na tíbia e na fíbula (ossos presentes na canela). Ele atua como um estabilizador do joelho no plano frontal. Assim, a síndrome do trato iliotibital é uma lesão devido à sobrecarga do trato iliotibial.

Quais são os sintomas do problema?

O joelho de corredor se caracteriza pela dor na parte frontal do joelho e, por vezes, inchaço. Inicialmente, o sintoma é sentido apenas ao correr em declínio. Ao parar alguns minutos, a dor parece desaparecer; porém, basta retomar o treino para voltar.

No entanto, a insistência em correr, apesar do problema, agrava o quadro. Se não tratado, o joelho de corredor piora progressivamente — aparecendo até no caminhar e inviabilizando o retorno às corridas.

Quais são as causas da síndrome do trato iliotibial?

A síndrome do trato iliotibial tem diversas causas. São elas:

  • músculos das coxas enfraquecidos;
  • tendões das pernas muito rígidos;
  • pronação intensa (ao andar, a parte mais externa dos pés é a primeira a tocar o chão);
  • alterações no alinhamento dos membros inferiores, como o joelho valgo (quando os joelhos se aproximam e os pés se afastam) ou joelho varo (em arco);
  • assimetria no tamanho dos membros inferiores (diferenças nos comprimentos das pernas).

Como prevenir complicações?

Investir em um tênis adequado para corrida, com um bom sistema de amortecimento, ajuda a prevenir o joelho de corredor. Além disso, em caso de pronação excessiva, o ortopedista pode recomendar o uso de palmilhas especiais.

Também é importante se aquecer. Caso você corra na rua, treine no meio da pista (em um local sem tráfego), por ser mais plana.

Se sentir dor, para prevenir o agravamento e a cronificação do problema, pare de correr até que o sintoma desapareça.  Depois, diminua a quilometragem e intensidade e retome o ritmo aos poucos.

Após se recuperar, é preciso praticar exercícios de fortalecimento, sob a orientação de um educador físico ou um fisioterapeuta. O objetivo é tonificar os músculos que envolvem a articulação.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico do joelho de corredor começa pela análise dos sintomas e exame físico, realizado pelo ortopedista. Além disso, o especialista pergunta sobre a história clínica e o estilo de vida do paciente. Depois, solicita os exames complementares.

A ressonância magnética (RM) é o exame preferencial para diagnosticar problemas nas articulações. Assim, para investigar a síndrome do trato iliotibial, costuma-se realizar um estudo por ressonância magnética do joelho.

Se necessário, o ortopedista pode solicitar, ainda, uma artroscopia do joelho. Nesse caso, trata-se de um procedimento endoscópico (minimamente invasivo), usado para o diagnóstico e/ou tratamento de problemas na articulação.

Quais são as opções de tratamento?

O tratamento do joelho de corredor exige repouso relativo, ou seja, sem praticar corrida até que haja a melhora completa. Já o alívio da dor costuma ser feito com gelo e medicamentos (analgésicos, anti-inflamatórios ou infiltrações com corticoides), conforme a recomendação do ortopedista.

Outra opção, quando o tratamento clínico não surte efeito, é a cirurgia artroscópica. Trata-se de um procedimento relativamente rápido e que deixa cicatrizes muito pequenas. Ela é indicada para casos graves, relacionados a lesões que não foram adequadamente tratadas.

Após o procedimento, o paciente, geralmente, consegue andar sem bengalas ou muletas. Porém, a maioria dos médicos aconselha mantê-las no período pós-operatório, para evitar esforços excessivos.

Entre seis e oito semanas, pode-se retomar a maioria das atividades. Isso, contanto que não envolvam muito impacto. Portanto, o retorno às corridas (um esporte de alto impacto) só deve ocorrer após a autorização do médico responsável, conforme a evolução individual.

Como é o processo de recuperação?

No caso do tratamento clínico, enquanto estiver longe das pistas, além da musculação o paciente pode se exercitar com atividades de baixo impacto. Por exemplo: natação, ciclismo e remo.

Após a recuperação, é importante se atentar aos fatores predisponentes e corrigi-los. Além disso, busque aperfeiçoar os movimentos da corrida.

Para concluir, previna o aparecimento ou evite o agravamento do joelho de corredor consultando um ortopedista. O especialista irá analisar suas características físicas e estilo de treino para, a partir daí, indicar as melhores maneiras de proteger sua articulação.

Por Magscan

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Edna Antonowiski

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