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Entrevistas Geral

Presidente da Aprosoja – MT avalia Plano Safra 2022/23

Divulgação: Aprosoja - MT

Para Fernando Cadore “este é um ano difícil em todos os aspectos, para a economia mundial

O Governo Federal, através do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou, no dia 29 de junho, o Plano Safra 2022/23. O valor total de R$ 340,9 bilhões é 36% superior ao Plano passado anterior e contou com propostas apresentadas por diversas instituições agropecuárias do país, entre elas a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, a Aprosoja – MT.

Diante disso o presidente da Associação, Fernando Cadore, durante entrevista ao programa Atualidades da rádio Rota FM destacou que “este é um ano difícil em todos os aspectos para a economia mundial, com o pós pandemia, uma guerra em andamento e outras circunstâncias. Em face disso acreditamos que o Plano contempla neste momento o que os produtores precisam”.

Cadore ressalta que a Aprosoja – MT ajudou na construção do Plano, apresentando propostas e buscando melhorias em todos os aspectos produtivos. “Vemos o esforço do governo federal para tentar equalizar juros, e mesmo com uma Taxa Selic acima de 13% tentando proporcionar melhorias e contribuir para a redução no custo da produção”, avalia ele, lembrando dos gargalos que ainda existem e impactam na produção nacional, entre elas a logística.

Diversos gargalos impactam na produção, desde o plantio até o transporte final

RECURSOS DISPONIBILIZADOS

No que diz respeito aos recursos, que precisam ser buscados junto ao Ministério da Economia, pois o MAPA não possui uma rubrica específica, Fernando ressalta que todo um trabalho foi realizado para mostrar a importância que a atividade agropecuária tem no fluxo econômico e na própria Balança Comercial do Agronegócio.

Sobre as taxas de juros o dirigente ressalta que “quando se fala na Selic hoje, é preciso buscar subsídios, porque o produtor não consegue pagar taxas de juros altos, em função do aumento no custo de produção, no preço dos insumos e do ponto de vista do qual o produtor é tomador de custos”. Isso significa que sabe o valor do montante que vai tomar, mas não sabe ao final quanto irá vender. Sob esse aspecto a taxa equalizada minimiza os impactos e aumenta a competitividade, o que demonstra a importância de operar abaixo da Selic.

ARMAZENAMENTO E LOGÍSTICA

Um outro ponto defendido pela Aprosoja – MT foi a reivindicação para recursos a serem aplicados na construção de silos, ampliando o armazenamento. “Precisamos que este crédito venha para os pequenos e médios produtores. Qualquer armazém é viável, contato que seja equalizado ao tamanho do produtor e isso requer apenas que as burocracias sejam reduzidas”, afirma.

Ele lembra que o estado de Mato Grosso tem um “gargalo terrível” relacionado ao armazenamento, possuindo atualmente apenas 50% da capacidade estática, sendo que 30% somente desse total está na mão do produtor. “Portanto o ideal seriam outros números, mas diante da circunstância atual eles vêm a atender sim as necessidades dos produtores rurais”.

Fernando frisa que a armazenagem influencia em diversos aspectos como a rentabilidade, logística e no resultado final da produtividade da safra. “Tendo condições de armazenagem o produtor não precisa retirar a toque de caixa o que tem estocado e muitas vezes isso acarreta em perdas ainda maiores no transporte pelos modais”.

Finalizando, Fernando frisa ainda que o crédito disponível precisa ser distribuído e chegar ao produtor que é o maior interessado, na ponta da cadeia produtiva. Isso depende portanto não apenas do recurso, mas também do custo, da armazenagem e da entrega final, cuja logística passa pela integração de modais: rodovias, ferrovias e portos brasileiros.

  • por Vilmar Kaizer