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Quais as principais doenças em cães e gatos idosos?

Conforme envelhecemos, nós seres humanos podemos desenvolver uma série de doenças. A dimensão e a intensidade de cada uma delas pode variar de acordo com certos cuidados ao longo da vida — como uma alimentação saudável, atividade física regular e exames médicos periódicos. Entretanto, seja qual for a doença, a prevenção pode fazer toda a diferença.

Com os nossos pets não é diferente. Assim como nos humanos, as doenças em cães idosos são inevitáveis. No entanto, a alimentação adequada e o acompanhamento preventivo veterinário são formas eficazes de reduzir, controlar e até de evitar algumas patologias recorrentes nessa fase da vida.

Para saber quais são as mais comuns, assim como os fatores predisponentes, os sintomas e o tratamento indicado para cada uma delas, continue com a gente e garanta uma velhice tranquila para seu animalzinho!

Entenda já as doenças em cães idosos e evite problemas futuros

Primeiro é importante saber quando seu cão e gato são considerados sêniores ou geriátricos, isto é, se transformam em velhinhos. Isso vai depender, principalmente, do porte do animal.

Em cães de porte grande e gigante a idade varia entre 6 e 8 anos. Já em raças de médio e pequeno porte, a fase sênior inicia entre 7 a 10 anos de idade.

Sabemos que os nossos bichinhos são simplesmente inseparáveis e que queremos eles juntos da gente pelo máximo de tempo possível. Agora, para entender melhor nossos pets nessa etapa da vida, confira a seguir algumas doenças que são mais comuns em cães idosos — e em gatos também!

1.  Doença periodontal

Quando vamos ao dentista, a primeira coisa que ele sugere é a limpeza. Ela tem como objetivo a extração do tártaro que a escovação não pode eliminar, certo? Imagine a situação dos bichinhos que não escovam os dentes com frequência!

Com o avançar da idade, o acúmulo de tártaro pode causar inflamação da gengiva, o que pode acarretar a perda dos dentes, dificuldade de mastigação e perda do apetite. Na pior das hipóteses, uma doença periodontal grave pode ser uma porta para processos infecciosos em outros órgãos, causando sérias doenças em cães idosos.

Por isso, é importante que você leve o seu cãozinho regularmente a uma consulta com o veterinário. Somente um especialista poderá lhe orientar sobre os cuidados necessários, como a escovação, e avaliar se há a necessidade de uma tartarectomia — processo de limpeza que remove o tártaro ou até a extração de um dente doente.

2.  Artrose e dores nas articulações

A artrose em animas é muito comum nessa fase da vida. Pode ocorrer por diversos motivos, mas os sintomas tendem a evoluir com maior rapidez na velhice. Além de muito dolorosa, pode comprometer muito a locomoção dos pets e reduzir significativamente a qualidade de vida dos velhinhos.

Alguns sinais dessa doença são: perda de alguns movimentos, hesitação em levantar, deitar, subir ou descer escadas, prostração, tremor e, a depender da intensidade da dor, choros ou resmungos. Além disso, em razão da dor constante o estresse do animal pode atingir níveis elevados.

Porém, atenção, é importante antecipar qualquer aprofundamento do quadro! Lembre-se que o nível de tolerância de dor dos cães é muito maior que o nosso e, portanto, ele pode demorar a sinalizar o que está sentindo. Ou seja, se ele de repente passou a apresentar qualquer alteração no comportamento, pode ser que o quadro já esteja mais avançado.

Como não há cura para a artrose, é indispensável que haja um acompanhamento com o veterinário para avaliação e controle do quadro do seu animalzinho. Não recorra à automedicação! Isso pode trazer mais problemas para o animal e também sair mais caro para você a longo prazo.

Quando uma doença articular é diagnosticada, uma abordagem integrativa é a mais indicada, associando o tratamento clínico (com medicamentos, nutracêuticos) com o controle nutricional. Manter o animal em um peso saudável evita a sobrecarga nas articulações.

Além disso, a fisioterapia e a acupuntura são formas de tratamento extremamente indicadas, tanto para cães quanto para gatos. Nesses casos, a fisioterapia irá atuar no controle da dor e inflamação, além de promover o ganho de massa muscular e retorno das atividades cotidianas, promovendo maior conforto, bem-estar e qualidade de vida para cães e gatos que já entraram na aposentadoria. Isto, é tranquilidade para a família toda!

3.  Neoplasias (câncer)

Quando o assunto é câncer, infelizmente, os animais de companhia estão em situação idêntica à nossa. Esse tipo de doença pode aparecer em qualquer etapa da vida, seja em cães ou gatos, mas a possibilidade de surgimento dessa doença em cães idosos é maior. O mesmo vale para os bichanos.

Portanto, é importante que você se atente à pintas, verrugas e bolinhas que aparecerem. Se isso ocorrer, marque uma consulta com o médico veterinário assim que você encontrar qualquer sinal diferente.

Caso seu pet apresente alguma neoplasia, são diversos os tratamentos disponíveis, cirurgias, quimioterapias, etc. Converse com o médico veterinário sobre as melhores opções, mas não deixe de cuidar do seu bichinho!

4.  Doença renal crônica

Aqui está mais uma doença sorrateira que acomete muitos dos nossos companheiros caninos e felinos (principalmente). Além de silenciosa em suas fases inicias, essa doença pode ser consequência de processos infecciosos, inflamatórios e o próprio envelhecimento, que acabam por atingir a função dos rins de cães e gatos.

Nas fases iniciais, os sinais clínicos são difíceis de notar, porém, conforme o funcionamento renal fica mais comprometido, o animal passa a beber bastante água no intuito de compensar o desequilíbrio de fluidos e nutrientes no organismo. Outro sinal é a coloração da urina, que fica bem mais clara e diluída, com o aspecto parecido ao de água.

Em casos graves, o cão ou o gato apresenta vômito, falta de apetite, apatia e perda de peso. Como os rins são órgãos essenciais, a ausência de um controle metódico e de tratamento pode levar o pet ao óbito.

Portanto, se você notar mudança de coloração no xixi, aumento da ingestão de água ou outra alteração, procure uma clínica veterinária já! Por meio dos exames de urina e de sangue, o médico veterinário poderá chegar ao diagnóstico. É a partir da identificação do problema que o tratamento médico poderá ser instituído.

5.  Doenças cardíacas

Essas doenças também aparecem com frequência em cães idosos. Alguns dos sintomas são dificuldade respiratória, fadiga, intolerância ao exercício, tosse, desmaios, cianose (língua roxa) e perda de peso.

Algumas raças possuem predisposição a desenvolverem doenças cardíacas. Nos cães de grande porte, a incidência é maior no Boxer, Dogue alemão e Labrador. Nos pequenos, as raças mais acometidas são o Poodle, Yorkshire e o Pinscher. Nos felinos, a cardiopatia é mais descrita nas raças Maine coon e Ragdoll.

Isso não significa que as outras raças não podem ser acometidas. Por isso, o acompanhamento preventivo é fundamental, para garantir um tratamento mais eficaz e com maiores chances de cura.

6.  Doenças hormonais

Nosso corpo é extremamente sensível às irregularidades hormonais. Essas podem prejudicar de maneira grave o funcionamento de órgãos importantes e comprometê-los pelo resto da vida. Um único hormônio desregulado pode desencadear o aparecimento de vários sintomas. A situação é a mesma com nossos amigos de quatro patas.

As doenças hormonais ou endócrinas são muitas e cada uma delas tem sinais clínicos próprios e consequências específicas. Em termos gerais, no entanto, um exame de sangue completo pode ser mais do que suficiente para identificar o que está provocando o desequilíbrio hormonal em seu pet.

Assim acontece com os casos de hipotireoidismo em cães sêniores. Neles, há uma redução dos hormônios produzidos pela glândula tireoide. Atente-se, portanto, a sintomas como debilidade, depressão, quedas de pelos, sensibilidade ao frio e ganho de peso, apesar do apetite reduzido. Diferentemente nos felinos, o hipertireoidismo é mais frequente, onde há uma superprodução dos hormônios tireoidianos, gerando sintomas quase que opostos aos cães hipotireoideos, como taquicardia, hiperatividade, emagrecimento, mesmo com aumento da fome e ingestão de água.

Caso ele apresente esses sinais, leve-o a um veterinário para exames e diagnóstico detalhado. Ah, e não se esqueça: não medique seu pet por conta própria em hipótese alguma!

7.  Deficiência visual

Sabe aquele esbranquiçado, um pouco azulado, nos olhos do seu velhinho? Pois é, essa opacidade é sinal de catarata. Essa doença em cães idosos é muito comum e não deve ser motivo de preocupação a não ser em casos mais intensos.

De toda maneira, é fundamental que você observe como seu animal transita pela casa. Como a catarata reduz progressivamente a visão, pode ser que o passo vagaroso e aquelas batidinhas de cabeça sejam sinais de uma perda importante da visão.

Portanto, caso isso ocorra, procure por uma clínica veterinária. O especialista poderá lhe orientar sobre a necessidade ou não do procedimento cirúrgico, como outros cuidados práticos na rotina da casa.

8.  Doenças hepatobiliares

O fígado possui uma grande responsabilidade na manutenção do nosso bem-estar — e dos pets também. Possui a função de metabolizar substâncias, produzir proteinas, armazenar glicose, remover toxinas do sangue e muitas outras funções.

Porém, esse guarda-costas sempre leva a pior ao longo do cumprimento do seu dever. Uma má alimentação pode sobrecarregá-lo, substâncias tóxicas podem prejudicá-lo e, como tudo nessa vida, o tempo também diminui a sua capacidade. Isso pode piorar no envelhecimento canino em razão do consumo de medicações regulares.

Portanto, se cuidados preventivos, como a alimentação adequada para a faixa etária do seu pet, não forem tomados, seu companheiro pode acabar desenvolvendo uma doença hepática. O uso indiscriminado de medicações também pode causar inflamação do fígado (hepatite) e até à perda completa da função das células hepáticas.

Fazendo o acompanhamento regular com o médico veterinário, seu pet terá um diagnóstico mais precoce, o tratamento adequado e receberá os cuidados fundamentais para controlar essa enfermidade.

9. Disfunção cognitiva

A síndrome da disfunção cognitiva canina é uma doença de cães idosos que consiste em um processo degenerativo neurológico crônico. Ela leva, em diferentes níveis, à mudança de comportamento, de memória, de aprendizado, além de alterar o ciclo do sono e desencadear problemas de interação social. Apresenta sinais clínicos e aspectos fisiológicos parecidos com a “doença de Alzheimer” dos humanos.

Os sinais clínicos surgem aos poucos e até parecem, em alguns casos, algo acidental, como o xixi fora do lugar correto e latidos em momentos impróprios ou não costumeiros. Normalmente os cães possuem sinais de desorientação, como se perder dentro da própria casa, olhar fixamente para um ponto por muito tempo, andar compulsivamente, além de trocar o dia pela noite.

Infelizmente, não há cura para essa doença. Porém, alguns cuidados podem fazer toda a diferença, além do acompanhamento junto ao veterinário, claro! Procure estimular o raciocínio do seu companheiro com novos brinquedos, atividades e socialização. Abuse do enriquecimento ambiental. A fisioterapia nesses casos é fundamental para aumentar a qualidade de vida do pet.

Alguns ditados são de fato certeiros: é sempre melhor prevenir do que remediar

Se você pretende iniciar uma história de amor e carinho com um cãozinho ou um bichano ou se o seu pet se aproxima da terceira idade, não tenha dúvidas de que o melhor tratamento é a prevenção. E, por prevenção, nós da Ative queremos dizer acompanhamento e controle regulares junto a um veterinário.

Outros cuidados são também importantes para amenizar, retardar o progresso ou até evitar doenças em cães idosos, assim como em gatos. Uma alimentação adequada de acordo com a idade do animal, a vacinação em dia, os diversos estímulos e a socialização do seu companheiro podem contribuir, e muito, para uma aposentadoria tranquila e cheia de bem-estar. Mas, não se esqueça, somente o veterinário poderá analisar e indicar aquilo que é melhor para seu bichinho tão amado!

Por Ative

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Edna Antonowiski

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