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Rãs venenosas: quais são as mais perigosas e onde habitam

Nem cobra, nem aranha, nem escorpião! Muita gente se surpreende ao descobrir que alguns dos vertebrados mais venenosos do mundo são anuros, ordem de anfíbios a qual pertencem os sapos, as pererecas e as rãs. Entre eles, as rãs venenosas se destacam.

Mulher com expressão de dúvida.

Um dos principais motivos para isso é a potência das toxinas delas, que, em alguns casos, são capazes de causar a morte de até dez seres humanos adultos! Então, quais são as rãs venenosas e qual é a chance de você se deparar com elas por aí? É o que explicamos agora.

Onde encontrar espécies de rãs venenosas?

Ao saber da existência de animais extremamente venenosos, é natural que uma de nossas primeiras reações seja tentar descobrir qual é a ocorrência geográfica deles. Afinal, muitos já ouviram falar que os bichos mais venenosos vivem em locais distantes, como Oceania, ou afastados de centros urbanos, certo? Não necessariamente. 

O Brasil é um dos países com a maior diversidade de anfíbios do mundo. Ao todo, são mais de mil espécies já registradas de anuros, muitas delas altamente venenosas, como é o caso do sapo-ponta-de-flecha. 

Além disso, uma vez que o país possui uma rede hidrográfica bastante rica, e esses animais habitam as proximidades de cursos d’água, há espécies de anuros em todos os biomas brasileiros. Não bastasse isso, muitas delas ainda são capazes de se adaptar a ambientes urbanos.

Dito isso, não é preciso se preocupar desesperadamente. Diferentemente de outros animais venenosos, que usam o veneno no ataque, os anuros usam as toxinas principalmente como mecanismo de defesa. 

Assim, você só terá problemas com o veneno de uma rã ao mordê-la ou se a toxina entrar em contato com olhos, mucosas ou corrente sanguínea, o que diminui bastante o risco de incidentes. 

Quanto mais vibrante é a cor, mais potente é o veneno?

Este é um mito persistente sobre animais como cobras e principalmente anuros. De acordo com Rafael Pires Barbosa, coordenador técnico da área de animais silvestres da Petz, as cores dos animais são resultados de adaptações ao ambiente. 

Em alguns casos, elas podem servir como alerta de perigo, o que não necessariamente significa que o animal em questão seja realmente venenoso. Basta pensar na falsa-coral, que imita as cores da coral verdadeira para parecer perigosa e afastar os predadores. 

Por outro lado, as cores também podem servir de camuflagem, o que é uma estratégia tanto de defesa quanto de ataque. Ao ver uma rã ou um sapo por aí, portanto, o melhor é não mexer com eles. 

Se você vai viajar para um lugar diferente com um cãozinho curioso, é importante informar-se sobre a ocorrência de animais peçonhentos no local.

Rã nadando.

Conheça 3 espécies de anuros mais venenosos

Listamos algumas das espécies de rãs venenosas com informações sobre distribuição geográfica, hábitos da espécie e potência do veneno. Confira a lista abaixo.

Rã dourada (Phyllobates terribilis)

Considerada um dos animais mais venenosos do mundo, a rã dourada surpreende pelo tamanho bastante diminuto: ela tem em média apenas dois centímetros e meio de comprimento. Contudo, o veneno tem o potencial de matar até dez seres humanos adultos.

Encontrada em uma pequena porção de floresta tropical na Colômbia, é um dos tipos de rãs venenosas que têm visto a população decair ao longo dos anos. Atualmente, é considerada uma das espécies de rãs venenosas ameaçadas de extinção, o que decorre principalmente da destruição do habitat.

Além de amarelada, pode ter uma cor alaranjada ou esverdeada. É uma espécie carnívora, que se alimenta principalmente de pequenos insetos, como moscas, grilos, formigas, cupins e besouros. A expectativa de vida é de dez anos.

Sapo-boi-azul (Dendrobates tinctorius azureus)

É encontrado no extremo Norte do Brasil e na Sipaliwini Savanna, reserva ambiental protegida no Sul do Suriname. Também é conhecido pelo nome indígena okopipi (língua tirio) ou sapo-ponta-de-flecha. Embora seja considerado uma espécie no passado, hoje, é tido como uma subespécie da Dendrobates tinctorius.

Um pouco maior que a rã dourada, possui de três a quatro centímetros e meio de comprimento, sendo que as fêmeas são maiores que os machos. Alimenta-se de pequenos insetos e tem uma expectativa de vida de cinco a dez anos. O veneno tem efeito paralisante e pode matar a vítima.

Um fato interessante é que o sapo-boi-azul pode ser criado em cativeiro em alguns países, como nos Estados Unidos. Nesses casos, a toxina presente na pele dos animais é perdida em decorrência da dieta adaptada.

Rã-morango (Oophaga pumilio)

Com coloração avermelhada e repleta de pontinhos pretos, a espécie, que já foi considerada uma variante da Dendrobates, é muito bonita e lembra mesmo um morango. Assim como a rã-arlequim, pode ser encontrada nas planícies e nas plantações da América Central, mais especificamente em países como Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

Assim como nos outros casos, a dieta da rã torna a pele venenosa. Ela é composta por pequenos insetos e ácaros, responsáveis pela toxina. Essa rã é venenosa: o veneno provoca convulsões, paralisia e morte. Apesar da potência do veneno, o animal é bem pequeno, com pouco mais de dois centímetros de comprimento. 

Por Petz

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Edna Antonowiski

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