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Saúde mental e animais: Duda Reis e seu cachorro, que ajudou a curar sua depressão

Atriz e influenciadora digital contou sobre a convivência com Theodoro, cão que a auxiliou em sua recuperação emocional.

Quando Duda Reis ganhou seu cachorrinho Theodoro, ela não imaginou que ele seria um aliado na batalha contra a depressão que viveu anos depois. Sempre por perto, Theo a acalmava durante as crises de ansiedade, além de ser um incentivo para sair de casa todo dia. A atriz e influenciadora digital, contou como a presença do animal a ajudou no tratamento de depressão, síndrome do pânico, bulimia e anorexia, diagnósticos que teve em 2020. 

Duda Reis com Theodoro — Foto: Arquivo pessoal
Duda Reis com Theodoro — Foto: Arquivo pessoal

“Era curioso, poderia qualquer pessoa estar do meu lado, mas eu me sentia sozinha. Eu só me sentia em casa, bem, quando estava com o Theo. Eu olhava para ele e era como se fosse a personificação de lar.”

Fã desde criança do desenho animado ‘A Dama e o Vagabundo’, Duda sempre sonhou em ter um cachorro da mesma raça que a personagem Dama do filme. Assim Theodoro surgiu em sua vida, o Cavalier Spaniel que é seu parceiro há quatro anos. A atriz conta que, apesar dos animais precisarem dos cuidados dos seus tutores, foi ela quem precisou do Theo nos últimos anos.

“Às vezes você não quer nem levantar da cama quando está em depressão. Mas quando eu olhava para o Theo, eu tinha que levantar da cama porque eu tinha que dar comida para o meu cachorro, cuidar dele, levar ele para passear. Então, eu não tinha opção de ceder tanto para a depressão já que ele precisava de mim”, ela relata.

A veterinária Rita Ericson reforça a importância dos “terapeutas de quatro patas” no tratamento dos transtornos psíquicos de seus tutores, mas faz um alerta: as pessoas devem ter responsabilidade para cuidar dos animais e avaliar as reais possibilidades para ter um animal de estimação.

“Em situações em que a pessoa está passando pela primeira vez por um quadro de depressão ou até mesmo para crianças do espectro autista, a entrada de um animal pode ser maravilhosa, mas às vezes a família não está com estrutura para isso. Não é um milagre, né? Os animais têm esse potencial, mas a gente tem que considerar o lado deles. É uma vida.”

Por G1

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Edna Antonowiski

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