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As lavouras de soja de Mato Grosso do Sul são afetadas, principalmente, por três doenças: mancha-alvo, ferrugem-asiática e crestamento foliar de cercospora.

 

O impacto delas na maior cultura agrícola do país foi pesquisado pela Fundação MS e divulgado pela pesquisadora Ana Ruschel. De acordo com ela, o experimento da entidade foi feito em plantações nos municípios de Maracaju, Anaurilândia, Naviraí e Ponta Porã.

 

A especialista afirma que os danos à produtividade da soja foram evidentes, com as seguintes perdas:

 

  • Mancha-alvo: 15 sacas por hectare
  • Crestamento foliar de cercospora: 10,4 sacas por hectare
  • Ferrugem-asiática: 6,6 sacas por hectare

 

Aplicação de fungicidas

Para a pesquisa, foram definidos vários ensaios com diferentes fungicidas, em contextos climáticos adversos. Além disso, avaliou-se diferentes volumes de caldas (mistura de água, adjuvante e fungicida) a fim de comprovar a efetividade no controle das doenças.

 

Assim, a aplicação base foi de 50 litros de fungicidas por hectare, com produtividade de 69 sacas por hectare. A pesquisa mostrou que o aumento do volume de produto contribui para a redução de perdas (em comparação aos 50 litros):

  • 80 e 100 litros por hectare: redução de perdas de 7,2 sc/ha e 6,4 sc/ha, respectivamente;
  • 120 e 150 litros por hectare: diminuição de perdas de 10,3 sc/ha e 10,9 sc/ha, respectivamente;

 

“Conhecemos produtores que chegam a aplicar 30 litros por hectare. Em uma área de 10 mil metros quadrados, distribuir 30 litros de produto é um volume muito baixo. E o que chama a atenção neste trabalho é que apenas variando esse volume de calda, do mesmo produto, pode impactar em uma redução de até 10 sacas por hectare”, explica Ana.

 

Com isso, ela observa que apenas com melhorias operacionais, o produtor pode gastar o mesmo valor, em termos de produto, e evitar uma perda de 10 sacas.

 

Dificuldades no manejo de doenças

Em relação aos relatos de produtores rurais que buscam a Fundação MS para soluções quanto às doenças na soja, a pesquisadora conta que, nesta última safra, houve relatos diferentes dos tradicionais.

 

“O produtor nunca mandava fotos de cercospora. Este ano eu comecei a receber, relatando que estão com dificuldades de manejo com essa doença. A partir disso, a gente enxerga novos indicativos; essa doença começa a chamar mais atenção”, destaca.

 

Ela lembra que a cercospora causa mancha púrpura na soja, trazendo coloração arroxeada para o grão. “Um problema sério que reduz a qualidade do grão e seu teor de proteína”, conclui Ana Ruschel.

 

*Com informações Canal Rural
Imagem: Internet

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