Receita ultrapassa R$ 3,8 bilhões; China e EUA seguem como principais compradores e novos mercados estão em expansão
Mato Grosso reforça sua liderança no agronegócio nacional ao exportar 145 milhões de quilos de carne bovina e derivados nos três primeiros meses de 2025. O desempenho rendeu US$ 663,6 milhões em receita, valor que, convertido, ultrapassa os R$ 3,8 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abafrigo) e apontam um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em âmbito nacional, as exportações brasileiras totalizaram 74,1 mil toneladas no trimestre, alta de 11% na comparação anual. Além do aumento no volume, a carne brasileira também se valorizou no mercado externo: o preço médio subiu de US$ 4.033 para US$ 4.399 por tonelada.
Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a China permanece como o principal destino da carne bovina brasileira, movimentando R$ 7,9 bilhões e respondendo por 41,3% das exportações do setor. “Esse cenário é extremamente positivo para o setor, com ótimas perspectivas para 2025”, avalia.
Outro destaque é o mercado norte-americano, que mesmo com a imposição de novas tarifas, aumentou em 46,7% suas compras no primeiro trimestre. O volume exportado aos Estados Unidos saltou de 112,2 mil para 164,6 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 557,1 milhões — crescimento de 68,7%.
“O mercado americano continua sendo estratégico, mesmo com o ‘tarifaço’. E não podemos ignorar a força de países como Chile e Argélia, que hoje ocupam a terceira e quarta posições no ranking de importadores da nossa carne”, destaca Andrade.
Atualmente, Mato Grosso exporta carne bovina para mais de 80 países. Entre janeiro e março, houve aumento expressivo nas aquisições, indicando um cenário favorável que deve se fortalecer com a abertura de novos mercados.
“O Imac tem investido na prospecção de novos destinos, como Japão e países do Leste Asiático. A demanda internacional pela carne brasileira está em alta e tende a crescer com iniciativas como o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia”, conclui o diretor.
Fonte:Rádio Rota FM