Baixa cobertura vacinal acende alerta em Paranaíta: primeiro idoso é internado em UTI com síndrome gripal

Rio de Janeiro - Vacinação contra a gripe na clínica da família Sérgio Vieira de Mello, região central da cidade. O início da vacinação contra a gripe foi antecipado para esta segunda-feira(25), em todo o estado do Rio de Janeiro, para gestantes e crianças com idades a partir de seis meses e menores de cinco anos, além de pacientes renais crônicos. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Apenas 31% das crianças e 29% dos idosos foram vacinados; Secretaria de Saúde reforça chamado à população e intensifica ações

A saúde pública de Paranaíta vive uma situação preocupante. Com uma baixa taxa de adesão à campanha de vacinação contra a gripe e o aumento de casos graves de síndrome gripal, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu um novo alerta à população. A situação se agravou com a internação de um idoso, que está entubado na UTI devido a complicações respiratórias provocadas pela gripe.

De acordo com a secretária de Saúde, Andréia Reis, os dados são alarmantes: apenas 31% das crianças e 29% dos idosos foram vacinados até o momento. Isso significa que mais de 70% desse público permanece desprotegido, o que amplia consideravelmente o risco de surtos e internações.

“A vacina é a ciência que nós temos para preservar essas vidas. Precisamos ter esse olhar de responsabilidade. A única forma de garantir esse direito à proteção é indo até o posto de saúde e se imunizando”, reforça a secretária.

A baixa procura pela vacina tem sido observada mesmo com as doses disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Postos de Saúde da Família (PSF). Para ampliar o acesso, a Secretaria tem realizado ações também nas comunidades.Mais uma ação será realizada neste sábado (10) na Comunidade São Pedro com atendimento o dia todo para a população.

A hesitação vacinal é vista como um retrocesso perigoso. Segundo Andréia Reis, ela própria já enfrentou a influenza, mas graças à vacina não precisou de internação. “A vacina fez toda a diferença. Ela protege, sim. Não evita totalmente o contágio, mas reduz drasticamente os sintomas e as complicações graves.”

Aqueles que optarem pela rede particular encontram a vacina disponível por R$ 110, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) continua sendo a principal ferramenta de acesso gratuito à imunização.

A Secretaria de Saúde faz um chamado claro e urgente: idosos, crianças e todos os que fazem parte dos grupos prioritários devem procurar a unidade de saúde mais próxima. Vacinar-se é um ato de responsabilidade coletiva e a única forma comprovada de prevenir internações e mortes por gripe.

Fonte:Prefeitura de Paranaíta/Redação

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