Haddad anuncia medidas estruturais para substituir alta do IOF e garantir estabilidade fiscal

Propostas foram construídas com apoio do Congresso e serão apresentadas ao presidente Lula como alternativa de longo prazo para equilibrar as contas públicas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que as medidas que substituirão o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) terão caráter estrutural e impacto duradouro sobre as contas públicas. A proposta, elaborada com apoio técnico da Fazenda e da Casa Civil, foi construída em diálogo com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, e será apresentada ainda hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Conseguimos, com técnicos da Fazenda e da Casa Civil, apresentar ponto por ponto o que já tinha sido sugerido por alguns parlamentares, dentre os quais os presidentes das duas Casas, já com uma estimativa de impacto benéfica para as contas públicas, e estrutural. Ou seja, não é uma coisa para resolver 2025, é algo que tem impacto duradouro ao longo do tempo”, afirmou Haddad durante entrevista a jornalistas nesta manhã.

A substituição do aumento do IOF surge como resposta às críticas do mercado financeiro após o anúncio da medida no último dia 22, quando a equipe econômica apresentou um pacote para equilibrar receitas e despesas do orçamento de 2025. Durante o fim de semana, Haddad e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se reuniram com os líderes do Legislativo para alinhar uma solução política e técnica mais estável.

De acordo com o ministro, as conversas permitiram construir um “plano de voo bem montado”, voltado para assegurar o cumprimento das metas fiscais deste e dos próximos anos. “Queremos garantir um ambiente político de qualidade e, para isso, precisamos de reformas estruturais. O Congresso pediu, a Fazenda organizou e apresentou. Agora, obviamente, dependerá da avaliação dos partidos políticos”, ressaltou Haddad.

A expectativa é que o novo conjunto de medidas proporcione maior previsibilidade ao cenário fiscal brasileiro e seja melhor recebido pelos agentes econômicos, em contraste com a proposta anterior, que previa elevação pontual do IOF.

Fonte:Agência gov/Redação

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