Japão suspende importações de carne de aves de Campinápolis após caso de gripe aviária

Medida segue protocolo internacional e atinge também Santo Antônio da Barra, em Goiás; foco em Campinápolis já foi encerrado

O Japão suspendeu temporariamente as importações de carne de aves do município de Campinápolis, em Mato Grosso, após a confirmação de um foco do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Campinápolis foi o primeiro e único município mato-grossense a registrar oficialmente a presença do vírus. Além dele, a cidade de Santo Antônio da Barra, no estado de Goiás, também teve as exportações de produtos avícolas suspensas.

A medida adotada pelo governo japonês inclui carnes de aves, ovos férteis e pintos de um dia oriundos de todo o território de Goiás e Mato Grosso. Segundo o Mapa, a decisão segue o protocolo sanitário de regionalização firmado entre os dois países e foi tomada após a confirmação de focos em aves de subsistência.

Apesar da suspensão, o Ministério reforça que a comercialização com os demais estados brasileiros segue normalmente, e que o consumo e exportação de produtos avícolas brasileiros permanecem seguros.

O caso de Campinápolis, confirmado em 8 de junho, envolveu uma galinha de subsistência. De acordo com o sistema de monitoramento do Mapa, o foco já foi encerrado nesta semana.

Em razão da detecção do vírus, o governo de Mato Grosso decretou situação de emergência zoossanitária no estado por 90 dias. O decreto nº 1.480, assinado pelo governador em exercício Otaviano Pivetta, foi publicado em edição extra no dia 10 de junho.

A medida permite a realização de compras emergenciais de materiais para controle do vírus e autoriza o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) a editar normas complementares para disciplinar e operacionalizar as ações necessárias durante o período emergencial. A vigência poderá ser prorrogada conforme a evolução da situação epidemiológica.

Fonte:Canal Rural MT/Redação

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