Banco Central alerta que debate fiscal pode influenciar juros e sustentabilidade da dívida

Ata do Copom destaca que reformas estruturais e corte de incentivos tributários afetam percepção de risco e curva de juros no Brasil

O Banco Central indicou, por meio da ata divulgada nesta terça-feira (24), que o debate sobre reformas fiscais estruturais e a redução de incentivos tributários pode impactar a trajetória dos juros no país. A avaliação consta no documento oficial da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Segundo a autarquia, o cenário fiscal tem papel direto na formação da confiança necessária para a definição do grau adequado de restrição monetária ao longo do tempo.

 “O debate mais recente, com ênfase na dimensão estrutural do orçamento fiscal e na redução ao longo do tempo de gastos tributários, tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e de ter impactos sobre o prêmio da curva de juros”, destacou o BC.

A ata reforça que o Banco Central acompanha com atenção os desdobramentos fiscais e defende que os canais de transmissão da política monetária precisam estar desobstruídos e sem elementos mitigadores para que as decisões de juros sejam eficazes.

Na semana passada, o Copom elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 15,00% ao ano, mas sinalizou interrupção no ciclo de alta. A expectativa da autoridade monetária é que a taxa permaneça inalterada por um período prolongado, diante do atual cenário macroeconômico.

O posicionamento do BC ocorre em meio a discussões no Congresso e no governo federal sobre possíveis ajustes na estrutura orçamentária, revendo gastos tributários e subsídios que pressionam as contas públicas. A leitura do Copom sugere que a credibilidade fiscal será elemento central na condução da política monetária daqui em diante.

Fonte:Infomoney25/Redação

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