Promotores e testemunha alertam sobre risco de libertação de Sean “Diddy” Combs

Audiência de fiança ocorre nesta quarta; carta de estilista cita histórico de violência e intimidação por parte do magnata da música

A iminente decisão judicial sobre a possível libertação de Sean “Diddy” Combs gerou forte reação do Ministério Público e de uma testemunha-chave do julgamento. Em carta anexada ao processo, o estilista de celebridades Deonte Nash, amigo da cantora Cassie Ventura, expressou preocupação com a liberdade provisória do magnata enquanto aguarda a sentença.

A audiência de fiança está marcada para esta quarta-feira (2), às 18h (horário de Brasília), e deve definir se Combs responderá à sentença em liberdade. Segundo Nash, há risco concreto para testemunhas e para o público em geral, caso ele seja solto.

“Embora eu aprecie a justiça que você demonstrou durante todo esse processo, sinto-me compelido a ser inequívoco sobre o perigo que ele representa para o público e para os indivíduos que arriscaram tudo ao se apresentarem”, escreveu Nash em carta direcionada ao juiz.

O estilista ainda afirmou que Combs possui “um longo e bem documentado histórico de comportamento violento, coercitivo e retaliatório”, destacando que o empresário teria se sentido impune ao escapar de responsabilizações anteriores. “Se ele for liberto agora, não tenho dúvidas de que verá isso como mais uma licença para continuar intimidando, ameaçando e prejudicando aqueles que o desafiam ou o expõem”, completou.

Durante o julgamento, Nash depôs afirmando ter presenciado Combs agredir Cassie Ventura e ameaçá-la, inclusive dizendo que impediria a divulgação de suas músicas e vídeos íntimos.

Sean Combs foi considerado culpado em duas acusações de transporte para prostituição. Ele foi absolvido das demais acusações: conspiração para extorsão, tráfico sexual e uma segunda acusação de tráfico.

A defesa do empresário alega que ele deve aguardar a sentença em liberdade, enquanto os promotores sustentam que a soltura colocaria testemunhas e outras pessoas em risco direto.

Fonte:CNN Brasil Pop/Redação

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