Eliana revela paralisia no ombro causada pela menopausa e alerta: “O corpo fala”

Apresentadora precisou passar por cirurgia após diagnóstico de capsulite adesiva; especialistas destacam importância da reposição hormonal e do diagnóstico precoce

A apresentadora Eliana revelou recentemente ter enfrentado, em 2024, uma condição de saúde pouco discutida, mas que atinge muitas mulheres na menopausa: a síndrome do ombro congelado. A declaração foi feita inicialmente durante sua participação no podcast PodDelas, e posteriormente reforçada nas redes sociais, onde ela deu mais detalhes sobre o episódio.

“Meu ombro congelou completamente, ficava grudado ao meu corpo”, contou Eliana, ao explicar a imobilidade repentina na região. O diagnóstico foi de capsulite adesiva, conhecida popularmente como ombro congelado – uma condição que, segundo especialistas, pode ter relação direta com a queda dos níveis hormonais durante a menopausa.

O ginecologista Igor Padovesi, membro da North American Menopause Society (NAMS) e referência em saúde da mulher, explica que a capsulite adesiva é caracterizada por uma inflamação que provoca rigidez articular e perda progressiva de mobilidade. “É uma condição comum na transição para a menopausa, pois está relacionada à queda do estrogênio. Mas vale lembrar que os sintomas variam de mulher para mulher”, pontua.

Inicialmente, Eliana tentou alternativas menos invasivas. “Fui ao médico especializado e ele falou, ‘Temos alternativas, você vai fazer fisioterapia, compressas…’. Mas no meu caso, não adiantou”, disse. A solução foi cirúrgica. “Tive que fazer uma cirurgia, muito bem-sucedida, graças a Deus. Mas se eu tivesse procurado ajuda médica assim que as dores começaram, talvez não fosse necessário”, completou.

O alerta da apresentadora é claro: “Que a gente não negligencie a nossa saúde, que a gente não ignore as dores do nosso corpo. O corpo fala”.

Tratamento e prevenção

De acordo com Padovesi, o tratamento inicial para a capsulite adesiva envolve o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e repouso. No entanto, o especialista destaca que a terapia hormonal costuma ser a chave para a recuperação completa em casos associados à menopausa.

“A reposição hormonal age diretamente na causa do problema: a falta de estrogênio. É segura, cientificamente comprovada e, quando iniciada precocemente, traz inúmeros benefícios à saúde da mulher”, afirma.

O médico reforça a importância de um acompanhamento profissional especializado. “A maioria das mulheres pode se beneficiar da terapia hormonal. E quanto antes começar, melhor. Cada caso é único e precisa ser avaliado de forma individualizada”, finaliza.

A história de Eliana reacende a importância do autocuidado, da escuta ativa ao próprio corpo e da busca por informações e profissionais capacitados durante a menopausa – fase que exige atenção, mas não precisa ser sinônimo de sofrimento.

Fonte:Gshow/Redação

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