Caso registrado no Rio Grande do Sul aciona protocolo emergencial do Ministério da Agricultura para conter avanço da doença
Pela primeira vez, o Brasil registrou um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em plantel comercial de aves. A confirmação foi feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) neste domingo, 19 de maio. O foco ocorreu em uma unidade de matrizeiro no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.
A presença do vírus em aves comerciais representa um marco inédito no país, onde, desde 2006, a vigilância sanitária vem adotando medidas rigorosas para evitar que a doença atingisse sistemas produtivos. Até então, os casos confirmados estavam restritos a aves silvestres.
O Mapa reforça que não há risco à saúde humana pelo consumo de carne de frango ou ovos. Os produtos inspecionados continuam aptos para comercialização, tanto no mercado interno quanto externo. A transmissão para humanos é rara e ocorre, geralmente, em situações de contato direto com aves doentes.
A detecção do foco acionou imediatamente o Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária. As ações envolvem o isolamento da propriedade, eliminação sanitária dos animais, rastreamento de possíveis focos secundários e reforço da vigilância em todo o entorno. O objetivo é conter a disseminação do vírus e preservar a integridade da cadeia produtiva avícola nacional.
A comunicação oficial já foi enviada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos parceiros comerciais do Brasil e aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente.
O Brasil vem investindo há quase duas décadas em ações preventivas contra a gripe aviária. O sistema de defesa sanitária animal atua com monitoramento de aves migratórias, inspeções periódicas em granjas comerciais e de subsistência, treinamento técnico constante e vigilância nos pontos de entrada de produtos de origem animal.
Segundo o Mapa, esse esforço prolongado foi fundamental para que o país adiasse por quase 20 anos a entrada da doença na avicultura comercial. Agora, diante do primeiro foco, a resposta técnica segue os protocolos internacionais com o objetivo de manter a confiança do mercado e a segurança alimentar da população.
Fonte:Agência Gov | Via Mapa/Redação