Câmara debate inserção de sistemas de armazenamento de energia no Brasil

Audiência pública será realizada na quarta-feira (2) e vai tratar dos desafios legais e técnicos para ampliar uso de baterias e hidrelétricas reversíveis

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realiza, na próxima quarta-feira (2 de julho), uma audiência pública para discutir a inserção de sistemas de armazenamento de energia na matriz energética brasileira. O encontro está agendado para às 9h, no plenário 14, e deve reunir especialistas, representantes do setor e parlamentares.

O debate foi proposto pelo deputado Diego Andrade (PSD-MG), que ressalta a relevância estratégica dessas tecnologias em um cenário de mudanças significativas no setor elétrico nacional.

“As tecnologias de armazenamento de energia, que abrangem, destacadamente, as usinas hidrelétricas reversíveis e as baterias eletroquímicas, terão um papel fundamental e indispensável para a manutenção da segurança operativa do sistema elétrico nos próximos anos”, destacou o parlamentar.

As hidrelétricas reversíveis, por exemplo, funcionam de forma dupla: podem tanto gerar energia quanto atuar como bombas, armazenando energia potencial ao transferir água para reservatórios superiores durante períodos de baixa demanda.

A audiência tem como objetivo discutir aspectos legais, regulatórios e técnicos que permitam a viabilização da contratação, implantação e operação desses sistemas, tanto no Sistema Interligado Nacional (SIN) quanto nos sistemas isolados, que atendem regiões remotas do país.

A lista de convidados para o debate deve incluir representantes do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), além de pesquisadores, empresas do setor energético e especialistas em regulação e inovação tecnológica.

A iniciativa reforça a necessidade de modernizar o marco regulatório do setor elétrico brasileiro, com foco em garantir estabilidade, sustentabilidade e inovação, diante do aumento da geração de energia renovável e das novas demandas por flexibilidade no sistema.

Fonte: Agência Câmara de Notícias/Redação

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