Em entrevista à Rádio Rota FM, o presidente do CDL, Alex Cavalheiro, mostrou firmeza e comprometimento ao tratar dos impactos da decisão da Azul Linhas Aéreas e da atuação da Águas Alta Floresta no município.
Durante participação no programa Atualidades da Rádio Rota FM, na manhã desta quinta-feira (29), o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Alta Floresta, Alex Cavalheiro, abordou dois assuntos críticos para a região: o cancelamento da rota aérea entre Alta Floresta e Cuiabá, anunciado pela Azul Linhas Aéreas, e os problemas recorrentes no fornecimento de água pela empresa Águas Alta Floresta.
Logo no início da entrevista, o comentarista Caio Callado agradeceu a presença de Alex, elogiando sua disposição em dialogar com transparência e responsabilidade sobre pautas que afetam diretamente o cotidiano da população e o desenvolvimento econômico. “É essencial termos esse tipo de conversa com quem está na linha de frente do comércio local. O Alex tem se mostrado um porta-voz firme e preparado da classe empresarial”, afirmou.
A entrevista, conduzida por Caio Callado e Douglas Arisi, detalhou as consequências da suspensão da rota a partir de 1º de julho. Alex destacou que a decisão representa um grande retrocesso para o desenvolvimento local, afetando diretamente o turismo, a mobilidade e o comércio da região. “Com isso, os moradores terão que ir até Sinop para embarcar, o que encarece, dificulta e desmotiva a movimentação comercial e turística”, lamentou.
A concessionária Centro-Oeste Airports (COA) confirmou a decisão e informou que, a partir de julho, Alta Floresta contará apenas com três voos semanais com destino a Campinas (SP), principal hub da companhia. A Azul justificou a suspensão com base em ajustes operacionais e na baixa demanda pelo trecho.
Na mesma entrevista, Douglas Arisi cobrou esclarecimentos quanto ao investimento público feito em 2024 para tentar contornar a crise hídrica. “A empresa Águas Alta Floresta vai ressarcir o município? O povo ficou dias sem água e quem resolveu foi a Prefeitura. Isso precisa ser cobrado”, questionou.
Alex reforçou que a empresa ainda depende de reservatórios de terceiros e não investe em infraestrutura própria, mantendo a população vulnerável a novos colapsos. Ele também criticou a falta de união política na cobrança formal à concessionária: “Somente três vereadores assinaram a solicitação. Isso não pode ser tratado como pauta isolada. É de interesse coletivo”.
Sua fala foi marcada por clareza, equilíbrio e firmeza, evidenciando a postura de liderança que o CDL tem adotado frente aos desafios locais.
No encerramento, Caio Callado destacou a ausência de representatividade política regional, afirmando que não há nenhum deputado estadual ou federal que defenda os interesses de Nova Santa Helena, Alta Floresta, Paranaíta, Nova Monte Verde, Apiacás, Bandeirantes, Colíder e Carlinda. “É inadmissível que uma região produtiva como a nossa não tenha voz na Assembleia Legislativa”, frisou.
Alex concordou, reforçando que é preciso mudar a postura política e fortalecer a mobilização da sociedade civil. Seu posicionamento foi elogiado pela bancada por refletir a voz da população e da classe empresarial, que exigem respeito, transparência e ação concreta.
Além disso, o vereador Dida Pires presente informou que irá encaminhar o contrato da concessionária Águas Alta Floresta à bancada para análise e divulgação pública, em busca de transparência e responsabilidade nos serviços prestados à população.
Fonte:Redação