Ação do programa SER Família Inclusivo promove acessibilidade e respeito à neurodiversidade durante jogos na Arena Pantanal

Uma experiência marcada por acolhimento e representatividade. Foi assim que a cuiabana Wérica Weiller definiu sua primeira vez no Camarote do Autista, acompanhada dos dois filhos, ambos com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ação integra o programa SER Família Inclusivo, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes e executado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Autista e moradora do bairro Santa Isabel, Wérica ressaltou o cuidado com cada detalhe do espaço. “Desde a entrada até a recepção, tudo foi pensado com carinho. Isso mostra um compromisso real com as necessidades das pessoas autistas”, afirmou.
Os filhos Caio e Gabriela foram contemplados por sorteio para assistir ao jogo entre Cuiabá e Athletico Paranaense, no dia 15 de abril, na Arena Pantanal. “Quando recebi a ligação, minha filha quase pulou de alegria. Se só um fosse sorteado, eu não teria com quem deixar o outro. Foi uma felicidade imensa”, relembrou.
Desde sua criação, o Camarote do Autista já atendeu 296 pessoas. O espaço proporciona conforto, segurança e liberdade para que as famílias assistam aos jogos respeitando os limites sensoriais de cada pessoa. “Na arquibancada, eles não conseguiriam permanecer. Aqui, eles assistem, descansam, comem, voltam. Tudo no tempo deles e, o mais importante, sem olhares de julgamento”, relatou Wérica.

Para a primeira-dama Virginia Mendes, o camarote representa mais que um espaço físico. “É um símbolo de respeito, visibilidade e inclusão. Como mãe, carrego essa causa no coração e vou seguir trabalhando por políticas públicas humanizadas”, declarou.
O secretário interino da Setasc, Klebson Haagsma, reforçou que a emoção de Wérica é o reflexo do que o Governo de Mato Grosso busca: “A inclusão precisa sair do discurso e se tornar prática cotidiana, com ações como essa.”
Além do acesso ao camarote, famílias como a de Wérica contam com a Carteira de Identificação do Autista (CIA), documento emitido gratuitamente pelo Estado que garante atendimento prioritário e é exigido para participação nos sorteios do camarote inclusivo.
Diagnosticada ainda na infância — quando o termo “autismo” ainda era desconhecido — Wérica reconhece a trajetória da própria mãe como essencial em sua evolução. “Hoje, aos 40 anos, me orgulho da nossa luta. A CIA nos dá autonomia e tranquilidade em ambientes públicos. Essa luta não pode parar”, destacou.
Com coragem e afeto, Wérica representa a força de mães atípicas que seguem fazendo história ao lado dos filhos, conquistando direitos e quebrando barreiras todos os dias.
Fonte:Secom/Redação