Plataforma que começou como ferramenta de jogos virou espaço para incentivo à automutilação, estupro online, apologia à violência e crueldade contra animais, segundo a Polícia Civil de São Joaquim da Barra-SP.
O Delegado de Polícia de São Joaquim da Barra-SP, Dr. Gustavo de Almeida Costa, emitiu um alerta contundente nesta semana sobre os riscos alarmantes enfrentados por crianças e adolescentes na internet — especialmente dentro do aplicativo Discord. A plataforma, originalmente desenvolvida para comunicação entre jogadores, vem sendo cada vez mais utilizada para propósitos perturbadores e ilícitos.
Conforme detalhou o delegado, investigações conduzidas pela Polícia Civil já detectaram a atuação de grupos ocultos na cidade, responsáveis por disseminar conteúdos de altíssimo risco, incluindo incentivo à automutilação, estupro virtual, apologia ao crime, violência gráfica e crueldade contra animais. Tudo isso circulando em comunidades fechadas, disfarçadas sob a aparência de fóruns inofensivos.
“O Discord permite que qualquer usuário crie salas privadas, sem qualquer identificação clara. Isso facilita a ação de criminosos e dificulta a fiscalização policial. É um terreno fértil para aliciadores e manipuladores, que visam adolescentes vulneráveis”, enfatizou Dr. Gustavo.
Segundo a autoridade policial, os alvos preferenciais desses grupos são adolescentes curiosos, atraídos por convites com temas apelativos. Após ingressarem nos servidores — como são chamados os grupos na plataforma — esses jovens acabam expostos a desafios perigosos, diálogos perturbadores e práticas ilegais que podem causar danos psicológicos severos e, em casos extremos, envolver crimes virtuais de alta gravidade.
Veja o alerta do delegado na íntegra:
Vídeo: Fala do delegado Gustavo de Almeida Costa sobre os perigos do Discord para menores de idade.
Entenda o que é o Discord:
O Discord é uma plataforma digital de comunicação que oferece troca de mensagens por texto, áudio e vídeo. Os usuários podem interagir em servidores públicos ou privados, participar de transmissões ao vivo e criar canais exclusivos para temas específicos. A ausência de filtros efetivos e o alto nível de anonimato tornam o aplicativo um ambiente atrativo não apenas para jogadores, mas também para criminosos virtuais.
Diante desse cenário, a Polícia Civil reforça a importância da supervisão dos responsáveis e da educação digital dentro de casa. “A internet pode ser uma ferramenta maravilhosa de aprendizado e conexão, mas quando usada sem critério, torna-se uma porta escancarada para o perigo”, concluiu o delegado.
Fonte:RedeTV Mídia1/Redação