Acordo inesperado reduz drasticamente tarifas bilaterais; mercados globais reagem com otimismo e ativos disparam
Estados Unidos e China anunciaram nesta segunda-feira (12) um acordo provisório que reduz significativamente as tarifas de importação entre os dois países por um período de 90 dias. A medida, segundo informações da agência Reuters, superou as expectativas do mercado e trouxe alívio temporário nas tensões comerciais que vinham se intensificando.
De acordo com o comunicado oficial, os Estados Unidos reduzirão as tarifas adicionais sobre produtos chineses de 145% para 30%. Em contrapartida, a China baixará suas tarifas sobre importações norte-americanas de 125% para 10%. As novas alíquotas entram em vigor imediatamente e refletem um esforço bilateral para reaproximação.
As negociações ocorreram durante o fim de semana em Genebra e foram conduzidas por representantes de alto escalão dos dois governos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destacou que os dois países agiram em defesa de seus interesses nacionais, mas com foco comum na estabilidade econômica. “O que ocorreu com essas tarifas elevadas foi o equivalente a um embargo, e nenhum dos lados quer isso. Queremos comércio”, declarou.
Ao lado do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, Bessent afirmou que o entendimento alcançado não inclui tarifas específicas por setor. No entanto, reforçou que os Estados Unidos manterão o foco no reequilíbrio estratégico de setores considerados sensíveis, como semicondutores, aço e medicamentos — áreas em que foram detectadas vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.
O anúncio do acordo teve impacto imediato nos mercados globais. Dólar, bolsas, petróleo, treasuries e commodities agrícolas registraram valorização significativa. Em Nova York e Londres, o barril do petróleo subia cerca de 3% nas primeiras horas do dia. O Dollar Index apresentava alta de 1,34%, sinalizando otimismo dos investidores com o alívio nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Apesar da trégua temporária, as negociações entre Washington e Pequim devem continuar nos próximos meses. O objetivo é transformar esse entendimento inicial em um acordo mais duradouro que estabeleça bases sólidas para uma nova fase nas relações comerciais bilaterais.
Fonte:Canal Rural/Redação