Atacante de 28 anos entrou em campo na prorrogação da final, foi abraçado por Cristiano Ronaldo e fez seu último jogo pela Seleção; irmão também morreu na tragédia
A última partida de Diogo Jota pela Seleção de Portugal foi marcada por emoção, título e uma despedida sem que ninguém soubesse. O atacante de 28 anos, campeão da Liga das Nações com a equipe portuguesa, morreu nesta quinta-feira (3) em um trágico acidente de carro junto ao irmão André Silva, também jogador, no norte da Espanha.
O jogo entre Portugal e Espanha, disputado no último fim de semana, terminou empatado em 2 a 2 no tempo regulamentar. Na prorrogação, Jota entrou em campo no lugar de Pedro Neto. Antes de pisar no gramado, protagonizou uma cena que agora ganha peso simbólico: foi abraçado por Cristiano Ronaldo. O gesto viralizou nas redes sociais e, dias depois, tornou-se um registro comovente da última aparição de Jota como atleta profissional.

Nos pênaltis, Portugal levou a melhor e conquistou o título. Diogo Jota, que havia se casado recentemente e vivia o auge da carreira, não sabia que aquele seria seu último jogo.
O acidente ocorreu na rodovia A-52, nas proximidades de Sanabria, na região de Zamora, norte da Espanha. Segundo a polícia local, o carro em que os irmãos viajavam teve um dos pneus estourado, saiu da pista e pegou fogo logo em seguida. Ambos morreram no local.

A notícia abalou o mundo do futebol. Nas redes sociais, Cristiano Ronaldo expressou pesar:
“Não faz sentido. Ainda agora estávamos juntos na Seleção, ainda agora tinhas casado. À tua família, à tua mulher e aos teus filhos, envio os meus sentimentos e desejo-lhes toda a força do mundo. Sei que estarás sempre com eles. Descansem em paz, Diogo e André. Vamos todos sentir a vossa falta.”
Diogo Jota deixa esposa, filhos e uma trajetória marcada por talento, humildade e amor ao esporte.
Fonte:ge/Redação