Essa história da mistura do álcool na gasolina é antiga, iniciou-se nos anos 30, onde tínhamos uma mistura de 5% de álcool anidro na gosolina, porém a gasolina era importada e o objetivo do governo era criar demanda para o álcool produzido no país pois a importação da gasolina pesava no bolso do governo, posterior a isso gradativamente o governo foi implantando isso ao longo dos anos, através de um programa chamado próalcool, devido a crise do petróleo nos anos 70, neste período de oscilações do mercado internacional do petróleo, tivemos uma mistura de álcool que variava entre 10% e 22%, em 2007 o patamar subiu para 25%, em 2015 foi para 27,5%, em agosto de 2025 para 30%, inaugurando a era do E30, por fim acabou de ser aprovado em 2026 o E32, ou seja 32% de anidro na gasolina, pressão internacional devido ao preço do petróleo em decorrência da guerra no oriente médio, mas tbm o grande lobi feito pelas indústrias de produção do álcool, e já previsão do E35 para o ano de 2029, obviamente se depender da vontade do governo isso se implantará rapidamente, depois desse breve histórico, vamos aos fatos reais, como os veículos em circulação no país vão reagir a esse composto, aí que está o grande problema, só de motocicletas temos mais de 40 milhões em circulação, veículos esses qua não foram preparados para essa mistura de álcool anidro, por ser mais puro que o hidratado, corrói muito mais, tanques, mangueiras, carburadores, injetores, bombas de combustível e de certo moto o próprio motor, quem vai arcar com esse prejuízo, estudos sérios deveriam ter sido realizados, nada disso aconteceu, pois os próprios fabricantes tentaram a todo custo pedir cautela, pedir testes mais responsáveis antes de tomar a medida, não foram escutados, como se não bastasse entra os veículos que da mesma maneira em especial os mais antigos, E diga-se boa parte da frota nacional, terá sérios problemas mecânicos, claro mais uma vez, desconsiderando as preocupações dos fabricantes o governo já decidiu e você proprietário que vai arcar com todos esses prejuízos, afinal são 123 milhões de veículos em circulação, que uma parte significativa terá problemas sérios mecânicos, qual a alternativa ofertada pelo governo, zero, nenhuma, nada absolutamente nada, a pergunta que fica como sempre, pq não disponibilizar uma gasolina com uma mistura menos, em torno de 20% que já foram realizados testes e de certa forma os prejuízos seriam menores, mas como tudo nesse país é imposto guela a baixo e nada podemos fazer, pois bem, seja bem vindo a era do sabor gasolina.
Doglas Arisi