Imagens falam por si e escancaram uma realidade que moradores da zona rural de Colíder conhecem bem, mas que parece não estar entre as prioridades do poder público municipal. As estradas vicinais do município estão em situação crítica, colocando em risco a segurança de quem precisa trafegar diariamente para trabalhar, estudar, escoar a produção ou simplesmente se deslocar.

Em uma das fotos, um caminhão de grande porte aparece atolado em meio a um trecho de estrada completamente tomado pela lama. As marcas profundas dos pneus mostram que outros veículos também enfrentaram dificuldades no local. O solo encharcado e sem qualquer tipo de manutenção transforma a via em uma armadilha, onde basta uma chuva para tudo parar.

Em outra imagem, um carro de passeio ficou preso em uma valeta profunda aberta pela enxurrada. O veículo aparece inclinado, com uma das rodas dianteiras completamente afundada, enquanto moradores observam a situação sem muito o que fazer. É a prova clara de que não se trata apenas de desconforto, mas de risco real de acidentes, danos materiais e prejuízos financeiros para quem depende dessas estradas.

Há ainda o registro de caminhões tendo que ser puxados em razão da falta de manutenção da estrada que acumula muita lama e está escorregadia, evidenciando a total falta de drenagem e patrolamento. A estrada simplesmente se desmancha, formando buracos, atoleiros e trechos praticamente intransitáveis. Em outro ponto, a via rural parece mais um corredor de crateras cheias de água do que uma estrada. Buracos sucessivos, lama e erosões tornam impossível uma condução segura, mesmo em baixa velocidade.
Diante desse cenário, o questionamento é inevitável: por que a Prefeitura de Colíder não está realizando a manutenção básica das estradas do interior? Patrolamento, cascalhamento e drenagem são serviços essenciais, especialmente em um município com forte vocação agrícola e grande dependência das vias vicinais.
Enquanto o poder público se omite ou demora a agir, motoristas, produtores rurais e moradores seguem pagando a conta. Caminhões atolam, carros quebram, o transporte escolar fica comprometido e o escoamento da produção sofre prejuízos. Não é exagero dizer que, nessas condições, o direito de ir e vir está sendo violado.
As imagens registradas não mostram um caso isolado, mas um problema recorrente que exige resposta imediata. A população do interior cobra explicações, ações concretas e respeito. Estrada vicinal não é favor, é obrigação do município manter em condições mínimas de trafegabilidade. Até quando motoristas terão que enfrentar lama, buracos e riscos para chegar ao seu destino em Colíder?
O cenário exposto pelas imagens também lança um olhar direto e crítico sobre a gestão do prefeito Rodrigo Benassi. A precariedade das estradas vicinais não é um problema recente nem pontual, mas algo que se arrasta ao longo do tempo, sem soluções efetivas e duradouras. O que se vê nas comunidades do interior é um sentimento crescente de abandono, como se quem vive e produz fora da área urbana simplesmente não fizesse parte das prioridades da administração municipal.
A gestão Rodrigo Benassi precisa explicar por que serviços básicos, como patrolamento, cascalhamento e drenagem, não estão sendo realizados com a frequência necessária. A população cobra planejamento, cronograma de obras e transparência. Não basta agir apenas de forma paliativa ou emergencial após reclamações; é preciso política pública contínua, especialmente em períodos chuvosos, quando os problemas se agravam.
A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Colíder e com a secretaria responsável pela manutenção das estradas vicinais para obter esclarecimentos sobre a situação e saber se há previsão de obras ou ações imediatas. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno por parte do Executivo municipal e o espaço aqui fica a disposição para os devidos esclarecimentos.
