Banco Central dá prazo até 3 de junho para resposta sobre denúncia do Cuiabá contra Atlético-MG

MG - BELO HORIZONTE - 05/03/2025 - COPA DO BRASIL 2025, ATLETICO-MG X MANAUS - Deyverson jogador do Atletico-MG comemora seu gol durante partida contra o Manaus no estadio Mineirao pelo campeonato Copa Do Brasil 2025. Foto: Gilson Lobo/AGIF

Clube mato-grossense questiona conduta de empresários que controlam bancos e a SAF do clube mineiro; caso pode ter reflexos no sistema financeiro

A disputa entre Cuiabá e Atlético-MG envolvendo valores pendentes da negociação do atacante Deyverson teve um novo capítulo nesta semana. O Banco Central respondeu oficialmente à denúncia apresentada pelo clube mato-grossense, dando prazo até o dia 3 de junho para que os envolvidos apresentem suas manifestações.

A denúncia foi protocolada pelo Cuiabá no dia 19 de maio. Segundo o clube, os empresários Rubens Menin (Banco Inter) e Ricardo Guimarães (Banco BMG) — ambos controladores de instituições financeiras e da holding responsável pela SAF do Atlético-MG — estariam inadimplentes no pagamento de valores acordados na negociação do atleta. O argumento da diretoria cuiabana é de que a inadimplência, partindo de controladores do sistema bancário, pode configurar infração grave, ultrapassando os limites do futebol e afetando o setor financeiro.

No dia seguinte à denúncia, o Atlético-MG emitiu nota à imprensa classificando a acusação como “imprópria” e alegando que o Cuiabá tenta cobrar valores indevidos. A defesa mineira afirma que todos os termos contratuais foram cumpridos e considera a iniciativa do clube rival como uma tentativa de gerar pressão pública.

Com a resposta oficial do Banco Central, o processo entra agora em uma fase decisiva. Existe ainda a possibilidade de que os empresários ou instituições envolvidas solicitem prorrogação de prazo para apresentar defesa, mas o documento inicial do BC reforça que a data-limite, por ora, permanece o dia 3 de junho.

O caso segue sob atenção da comunidade esportiva e jurídica. Além do impacto direto nas relações entre os clubes, o embate pode repercutir entre reguladores do sistema financeiro, já que envolve dirigentes com forte atuação bancária e empresarial. O desfecho ainda é incerto, mas promete consequências que ultrapassam os gramados.

Fonte:geMT/Redação

Compartilhe:
Adicione um comentário!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *