Brasil lidera articulação global por financiamento climático com lançamento de Círculo de Ministros da COP30

Iniciativa foi apresentada durante as Reuniões de Primavera do FMI e Banco Mundial e visa mobilizar US$ 1,3 trilhão para países em desenvolvimento

O Brasil deu um passo estratégico na agenda climática internacional ao lançar o Círculo de Ministros de Finanças da COP30, durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington. A iniciativa, proposta pelo Ministério da Fazenda, visa coordenar ações e promover o engajamento de alto nível para ampliar o financiamento climático em países em desenvolvimento.

O lançamento foi conduzido pela secretária de Assuntos Internacionais da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito, com presença do presidente da COP30, embaixador André Correa do Lago. A proposta central é a construção do “Roteiro de Baku a Belém”, com a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão até a realização da COP30, marcada para 2025 no Brasil.

Participaram do encontro representantes de países como Azerbaijão, China, França, Índia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, África do Sul e Barbados, além de organismos multilaterais, setor privado e sociedade civil. Segundo Rosito, o Círculo promoverá diálogo estruturado entre ministros de finanças, organizações internacionais e especialistas, com foco em estratégias concretas de financiamento climático.

Entre os instrumentos propostos estão o Mercado de Carbono Integrado Global e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Ambos integram o Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica (PTE), que vem guiando a política econômica rumo à neutralidade de carbono e menor pegada ambiental. O Brasil também defende a integração da Taxonomia Sustentável e da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP), para atrair capital privado e fomentar investimentos sustentáveis.

O Círculo atuará em torno de cinco eixos estratégicos: reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento, expansão dos fundos climáticos e financiamento concessional, fortalecimento da capacidade doméstica, criação de instrumentos financeiros inovadores e aprimoramento dos marcos regulatórios.

No encerramento da manhã, o destaque foi o avanço técnico na criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que será formalmente lançado na COP30. A proposta prevê remuneração internacional a países que preservarem biomas tropicais. “Ainda há trabalho técnico pela frente, mas já contamos com o envolvimento ativo de pelo menos 12 países”, afirmou o subsecretário de Assuntos Econômicos e Fiscais, João Paulo Resende, destacando a parceria estratégica com o Banco Mundial.

Fonte:Rádio Rota FM

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