Chuvas favorecem pecuaristas do Norte, enquanto estiagem acende alerta no Centro-Sul do país

Volume de precipitações mantém pastagens produtivas em estados como Mato Grosso e Pará, mas produtores do Sul enfrentam cenário oposto e já precisam adotar estratégias para o período seco

A distribuição desigual das chuvas no Brasil marca o ritmo da pecuária neste início de maio. No Norte do país, especialmente nos estados de Mato Grosso, Rondônia e Pará, o clima tem favorecido o desenvolvimento das pastagens. Já no Centro-Sul, os produtores enfrentam estiagem e a necessidade de reforçar a suplementação alimentar dos rebanhos.

Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, a previsão para os próximos dias aponta acumulados entre 20 e 50 mm no noroeste de Mato Grosso, o que continua garantindo boa oferta de pasto para o gado. No norte de Rondônia, Amazonas e Pará, o volume pode ultrapassar os 100 mm, chegando a 150 mm em alguns pontos — cenário altamente positivo para os criadores nesta reta final da estação chuvosa.

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Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, terá um alívio temporário. Estão previstos entre 30 e 40 mm de chuva até o fim de maio. No entanto, a tendência é de que esse regime úmido perca força a partir de junho, dando lugar ao período seco.

“Essas últimas chuvas de maio ainda ajudam bastante na manutenção dos pastos, mas o produtor precisa se preparar para o início da seca, que já começa a avançar no Brasil Central”, afirmou Müller.

Enquanto isso, o Centro-Sul do país apresenta um cenário oposto. Apesar da previsão de chuvas pontuais no Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, os volumes serão baixos e mal distribuídos. Essa condição climática, somada às temperaturas mais altas à tarde, acelera a queda da umidade do solo e exige atenção redobrada do pecuarista.

A situação reforça o padrão climático deste outono: abundância de umidade na Região Norte e transição antecipada para a seca no Centro-Sul. Produtores da parte inferior do país já precisam ativar estratégias de reserva de alimentos e manejo nutricional para garantir a produtividade do rebanho nos próximos meses.

Fonte:Giro do boi/Redação

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