Eleição da FMF vira embate judicial e político: disputa pelo comando do futebol mato-grossense tem reviravolta às vésperas do pleito

Suspensa por decisão judicial no último sábado, eleição da Federação Matogrossense de Futebol foi remarcada para 10 de maio, mas oposição questiona validade do novo processo.

FMF — Foto: Assessoria


A corrida pelo comando da Federação Matogrossense de Futebol (FMF) ganhou contornos judiciais e políticos. No sábado, 03 de maio, a eleição que definiria o próximo presidente da entidade foi suspensa de última hora por decisão da Justiça. Apesar da tentativa da FMF em manter o cronograma, o pleito acabou sendo adiado e remarcado para o dia 10 de maio.

Concorreriam ao cargo o atual presidente Aron Dresch, líder da chapa “Progresso no Futebol”, e o presidente do Mixto SAF, João Dorileo Leal, à frente da chapa “Federação para Todos”.

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A suspensão foi determinada pela juíza Glenda Moreira Borges, do plantão cível de Cuiabá, após pedido de tutela de urgência apresentado pela Associação Camponovense Celeiro de Futebol (ACCF), que apontou falhas no processo eleitoral. A FMF recorreu da decisão, mas sem sucesso.

No mesmo dia, em nota oficial, a FMF informou que a nova data foi definida em Assembleia Geral com a participação da maioria dos clubes. No encontro, os membros aprovaram a manutenção dos atos já realizados, a inclusão da ACCF no colégio eleitoral, o cancelamento de ações judiciais e extrajudiciais por parte das chapas e a formação de uma nova comissão eleitoral — composta por três representantes, um de cada chapa e um indicado pela FMF, este último já designado como presidente.

Apesar de participarem das discussões e votações, os representantes da chapa “Federação para Todos” e da ACCF se recusaram a assinar a ata final da Assembleia, mesmo após o prazo concedido. Na mesma ocasião, a chapa de oposição anunciou sua retirada oficial do processo eleitoral.

A FMF declarou que todos os atos foram registrados em áudio e vídeo, conferindo legitimidade à ata, que poderá ser apresentada à Justiça e demais órgãos competentes.

Contudo, o setor jurídico da chapa “Federação para Todos” afirma não reconhecer a validade da nova data da eleição, acirrando ainda mais os ânimos em um processo que já está marcado por tensão e embates institucionais.

Fonte:geMT/Redação

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