Com apoio do Governo Federal e sociedade civil, estados definem estratégias para enfrentar incêndios no Pantanal; reunião em Campo Grande destaca ação integrada e otimização de recursos.
Em um esforço conjunto para prevenir e combater os incêndios no Pantanal em 2025, os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, juntamente com o Governo Federal e a sociedade civil, anteciparam as discussões sobre estratégias de atuação. Na última quarta-feira (26), representantes dos dois estados se reuniram em Campo Grande (MS) para dar início ao planejamento integrado que será implementado este ano.
A secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, destacou a importância de uma atuação cooperada, afirmando que o aprendizado de 2024 serviu como base para a construção de ações preparatórias. “Essa atuação integrada e cooperada é essencial para potencializar os resultados dos planos elaborados”, disse Lazzaretti.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Cel Flávio Gledson Bezerra, reforçou que o planejamento antecipado permitirá uma ação mais inteligente e eficiente. Ele também mencionou a interação entre os dois estados no Pantanal, uma área de grande importância ecológica. “Incêndios que se iniciam em um estado podem transpor o rio e afetar o outro, como já aconteceu anteriormente”, alertou Bezerra.
O secretário Especial de Controle de Desmatamento e Gestão Territorial do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, reforçou a relevância do trabalho conjunto, lembrando que, apesar de 2024 apresentar um risco maior de incêndios no Pantanal, a atuação integrada dos estados e do governo federal evitou a catástrofe. “Este modelo de diálogo pode ser estendido a outros biomas”, afirmou.
Durante a reunião, representantes do Ibama, ICMbio, e autoridades de ambos os estados apresentaram propostas de diretrizes para uma ação coordenada e integrada. O objetivo é otimizar recursos, melhorar a eficiência no monitoramento e evitar sobreposições de autuações. O plano de ação conjunto tem como foco a eficácia da atuação, a colaboração entre as partes envolvidas e a minimização dos impactos ambientais no Pantanal.
Essa ação preventiva e integrada não só fortalece o combate aos incêndios, mas também estabelece um modelo para enfrentamento de desafios ecológicos em outros biomas brasileiros.
Fonte:Rádio Rota FM