Megaoperação policial desarticula quadrilha nacional de estelionato com ramificações em Mato Grosso

Ação conjunta entre as polícias civis de quatro estados cumpre 157 ordens judiciais contra organização acusada de aplicar golpes virtuais e lavar dinheiro

Vídeo:PJCMT

Uma operação de grande porte foi deflagrada nesta quinta-feira (22) para combater uma organização criminosa especializada em estelionato e lavagem de dinheiro com atuação em todo o país. Batizada de Broker Phantom, a ação é coordenada pela Polícia Civil de Goiás, com apoio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá (MT), além das polícias civis de São Paulo e Santa Catarina.

A ofensiva mobiliza mais de 400 agentes para o cumprimento de 157 ordens judiciais, entre mandados de busca, prisão e bloqueio de bens. Em Mato Grosso, estão sendo cumpridos 74 mandados — sendo 37 de prisão e 37 de busca e apreensão — em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Primavera do Leste, Diamantino e São José do Rio Claro.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF/DEIC) e revelam um esquema sofisticado baseado em engenharia social. O grupo utilizava plataformas de comércio eletrônico para aplicar golpes, sobretudo o chamado “golpe do intermediário”, no qual os criminosos criavam anúncios falsos e manipulavam as vítimas para transferirem valores a contas de terceiros — os chamados “laranjas”.

Segundo a Polícia Civil, pelo menos 144 anúncios fraudulentos foram identificados, operados a partir de mais de 40 contas com perfis falsos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 2 milhões.

Entre os alvos estão 59 mandados de prisão temporária, 18 de prisão preventiva e 78 buscas domiciliares, além de quebra de sigilo telefônico e telemático e bloqueio de bens.

A análise do material apreendido deve aprofundar a investigação, identificar outros integrantes e mapear a estrutura completa da organização. A Polícia Civil afirma que o objetivo é não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também recuperar os valores desviados das vítimas.

Fonte:PJCMT/Redação

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