Operação Showdown: Família é alvo de investigação por movimentar R$ 20 milhões para facção no Norte de MT

A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou, nesta quinta-feira, um esquema bilionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que operava na região norte do estado. Batizada de Operação Showdown, a ação mirou um núcleo familiar que, segundo as investigações, servia como o “braço financeiro” de uma organização criminosa, movimentando aproximadamente R$ 20 milhões.

O Núcleo Familiar no Alvo

As investigações apontam que a gestão do dinheiro ilícito era feita por quatro pessoas da mesma família. A figura central é Angélica Gonçalves de Souza, a “Angeliquinha”, descrita pela polícia como uma liderança da facção.

Entre os principais alvos estão:

  • Angélica Gonçalves de Souza (Angeliquinha): Líder do grupo e foragida desde agosto de 2025, após escapar do Presídio Ana Maria do Couto May.
  • Kauany Beatriz: Filha de Angélica.
  • Guilherme Luareth: Genro de Angélica.
  • Paulo Felizardo: Ligado ao grupo e localizado em uma área de garimpo em Nova Bandeirantes.

Lavagem de Dinheiro: Do Garimpo à Estética

Para disfarçar a origem do dinheiro vindo do tráfico, o grupo diversificava os investimentos. A Polícia Civil identificou que o lucro do crime era injetado em negócios legítimos para parecer legal.

Os ramos utilizados incluíam:

  • Comércio (lojas de roupas, calçados e centros de estética);
  • Exploração de garimpos no norte do estado;
  • Plataformas de jogos online e bares;
  • Prostíbulos que serviam como pontos de apoio logístico.

Ostentação e Luxo

Apesar de tentarem ocultar o dinheiro em empresas, o estilo de vida dos investigados chamou a atenção. Nas redes sociais, os familiares não economizavam na ostentação, exibindo veículos de alto padrão, viagens luxuosas e aquisições de imóveis que eram totalmente incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos.

Prisões e Sequestro de Bens

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, visando descapitalizar a estrutura da facção criminosa na região.

As autoridades seguem em busca de “Angeliquinha”, que continua foragida.


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