Organizações forjavam autorizações e descontavam valores indevidos de benefícios; estimativa é de que o golpe tenha desviado até R$ 6,3 bilhões
Uma força-tarefa conduzida nesta quarta-feira (23) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União revelou um esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Estima-se que os desvios tenham alcançado R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, atingindo aposentados e pensionistas de todo o país.
De acordo com a investigação, associações ofertavam supostos benefícios — como convênios com academias e planos de saúde — sem qualquer estrutura real para prestá-los. As adesões eram realizadas com assinaturas falsificadas, o que permitia a cobrança de mensalidades sem o consentimento dos beneficiários.
Segundo o ministro da CGU, Vinícius Carvalho, de uma amostra de 1.300 entrevistados, 97% afirmaram nunca ter autorizado os descontos aplicados em seus benefícios. “A maioria não tinha ciência das cobranças, que foram feitas mediante fraude, especialmente por meio de falsificação de assinaturas”, afirmou.
Como saber se você foi vítima?
Para verificar se houve cobrança indevida, o aposentado ou pensionista pode consultar o extrato do benefício no aplicativo ou site do Meu INSS, seguindo o caminho:
1. Acessar o Meu INSS com login Gov.br
2. Clicar em “Extrato de benefício”
3. Selecionar o número do benefício
4. Verificar lançamentos identificados como mensalidades associativas
Como cancelar a cobrança irregular:
1. No Meu INSS, clicar em “Novo pedido”
2. Digitar “excluir mensalidade”
3. Selecionar o serviço correspondente e seguir as instruções
Como bloquear futuras cobranças:
1. Digitar no campo de busca “solicitar bloqueio ou desbloqueio de mensalidade”
2. Selecionar o serviço e concluir o processo conforme orientações
Reembolso:
O ressarcimento pode ser solicitado diretamente à associação, cujo contato está no holerite. O segurado também pode enviar e-mail para: [email protected] relatando o caso.
Cinco pessoas já foram presas na operação, que segue em curso. A CGU e a PF reforçam a importância de os beneficiários acompanharem regularmente seus extratos para evitar prejuízos. A recomendação é clara: desconfie de qualquer desconto não autorizado e, ao menor sinal de irregularidade, acione os canais oficiais.
Fonte:Rádio Rota FM