Seduc aprimora plataforma FICAI Online e intensifica ações contra evasão escolar em MT

Nova versão da ferramenta foi desenvolvida a partir da experiência de uso nas escolas em 2024 e fortalece o Programa Nenhum a Menos, com foco em infrequência, violência e abandono escolar

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) anunciou a atualização da plataforma FICAI Online, agora em sua versão 2.0. A ferramenta, implantada na rede estadual desde 2022, passou por melhorias significativas após análise de sua aplicabilidade ao longo de 2024. O objetivo central é ampliar a eficácia da busca ativa escolar, garantindo o direito à permanência e ao sucesso do estudante na escola.

O sistema contempla três módulos principais — infrequência, violência e evasão — e permite que equipes pedagógicas identifiquem, com mais agilidade, os alunos em situação de vulnerabilidade educacional. A nova versão potencializa o monitoramento e a resposta rápida a casos de faltas excessivas, comportamentos de risco ou dificuldades diversas.

Entre as inovações está o alerta automático para alunos que atingirem 10% de ausências em relação à carga horária anual. A partir desse ponto, o estudante passa a ser acompanhado de forma personalizada, considerando tanto o contexto da escola quanto sua realidade individual.

A atualização está integrada ao Programa Nenhum a Menos, que une tecnologia e abordagem social para assegurar o acompanhamento dos alunos com risco de abandono ou fora da sala de aula. A proposta envolve ações coordenadas entre escola, Conselho Tutelar, Ministério Público e redes municipais.

O secretário de Educação, Alan Porto, destacou o fortalecimento do compromisso da Seduc com a permanência escolar. “Não apenas identificamos os desafios enfrentados pelos alunos, mas também promovemos ações efetivas que garantam o direito à educação”, afirmou.

Porto ressaltou que a evasão escolar representa uma perda irreparável se não houver resposta imediata das instituições envolvidas. Cidades como Cuiabá e Nova Bandeirantes foram as primeiras a aderirem à nova versão da plataforma, sinalizando a adesão de outros municípios à estratégia.

A dinâmica da ferramenta exige que a equipe escolar esgote todas as possibilidades de localizar o aluno. Caso ele não retorne às aulas em até 15 dias, o Conselho Tutelar é acionado, podendo haver, em casos mais críticos, a atuação do Ministério Público Estadual.

“O foco é garantir que todos tenham a oportunidade de estar em sala de aula, aprendendo e se desenvolvendo em um ambiente mais acolhedor”, finalizou o secretário.

Fonte:Secom/Redação

Compartilhe:
Adicione um comentário!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *