SENAR TRANSFORMA

Inovação de raiz: fazenda valoriza o passado olhando para o futuro

Diante da constante modernidade das máquinas, família buscou no Senar Mato Grosso capacitação para ela e os colaboradores

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Uma caminhonete D10, a família, dois funcionários, três cachorros, um fogão à lenha e muita força de vontade em desbravar Mato Grosso. Assim é a história da família Mazzardo que chegou há pouco mais de 40 anos no estado e tem escrito uma trajetória de sucesso na agricultura e investimento em novas tecnologias sem deixar de preservar as memórias desse caminho.

Entre as ferramentas para essa receita de sucesso iniciada em agosto de 1985 com a chegada do produtor Sadi Mazzardo estão o capricho, a união e a convicção da importância de manter o time de colaboradores sempre qualificados para dar conta do recado diante de tantas inovações.

O produtor conta que a primeira visita a Mato Grosso ocorreu em 1984, mas garante que o intuito dela foi apenas visitar os amigos que estavam no estado.

“Em 1985 surgiu uma chance de a gente vir para Mato Grosso e eu acabei vindo para cá. Viemos do Sul sem saber onde era a propriedade. Era mês de agosto, estrada de chão, 77 quilômetros para chegar onde eu tenho a sede hoje. Era uma poeira de 10 centímetros mais ou menos de altura”, relembra “seo” Sadi durante entrevista ao programa Senar Transforma desta semana.

Os registros guardam imagens das primeiras safras da fazenda Mazzardo, ainda nos anos 1980. Época de grandes obstáculos, mas que não superaram os sonhos de quem tinha certeza de estar no caminho certo.

Hoje, a família possui áreas em Sorriso e Sinop, a família cultiva ao todo 2,6 mil hectares de soja na primeira safra e milho na segunda.

Lembranças em meio a modernidade e novas gerações

Assim como a lavoura, o parque de máquinas também cresceu. O velho CBT 2600 de 1985 foi reformado e segue na lida. A relíquia, que ajuda a manter vivas as lembranças daquele tempo, assim como outros equipamentos, hoje divide espaço com o que há de mais moderno em tecnologia para o campo.

“A gente o vê [CBT 2600], uma máquina velha, de anos, conservada, a gente olha para a gente mesmo. Tantos anos de Mato Grosso, mas com pensamento para a frente, grande, positivo, levando a vida numa boa. Ele [trator] está velho de ano, mas está fazendo o serviço dele ainda”, diz carinhosamente “seo” Sadi sobre a máquina.

Além de equipamentos modernos, as novas gerações da família Mazzardo começam a chegar. Segundo o produtor, a família é de seis irmãos que possuem sociedade até hoje.

“Hoje já tem os filhos que estão entrando para comandar daqui para a frente o negócio, porque já estamos numa certa idade que está na hora de aposentar um pouco e deixar os mais novos tocarem”, comenta Sadi a reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

O Leonardo Mazzardo é filho do “seo” Sadi, e embora tenha o agro correndo nas veias, demorou um tempo até de fato ir para o dia a dia da fazenda. Formado em engenharia civil em 2015, em Cuiabá, ficou um ano trabalhando na área até que recebeu o chamado do pai.

Conforme Leonardo, o pensamento inicial ao fazer engenharia civil era ter uma outra profissão caso de ocorrer algo na lavoura e ela não desse mais certo.

“Trabalhei um ano na área para ver como é que era. O pai falou ‘vem para a fazenda. Vamos cuidar do que é nosso, seguir em frente e tentar progredir mais’”.

E assim como o Leonardo, o seu primo Leonir Mazzardo Júnior também trilhou caminho semelhante. Formou-se engenheiro civil junto com o primo, mas demorou alguns anos até retornar ao dia-a-dia da fazenda.

“A gente vê que as coisas não eram fáceis no campo naquela época. Era sempre algo bem difícil e a gente enxergava que precisava estudar, buscar outros conhecimentos e procuramos na engenharia encontrar esse caminho. Me formei. Fiquei sete anos em uma construtora aqui em Sorriso. Foi uma época de muito aprendizado, que eu tenho certeza que vou levar para sempre e consigo aplicar aqui também”.

Modernidade exige conhecimento constante

Quem caminha hoje pela propriedade da família em Sorriso observa o motivo do otimismo com a segunda safra de milho: uma lavoura uniforme e bem desenvolvida. Com o manejo do milharal em dia, o momento é de cuidar da manutenção preventiva do maquinário, especialmente as colheitadeiras.

“Tem passos, para quando você entrar na colheita, estarem todos resolvidos para colher e não parar, porque um minuto parado na lavoura é muita coisa”.

Para garantir que tudo funcione como o planejado, a propriedade mantém um time experiente de profissionais. Alguns já acumulam mais de duas décadas de histórias na fazenda. É o caso do operador de máquinas Marcos Puhl que em março completou 24 anos trabalhando no local.

Fonte:Canal Rural MT

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