STF reabre julgamento de prisão de Collor após destaque de Gilmar Mendes

Com placar parcial de 4 a 0 pela prisão, decisão final será tomada no plenário físico. Ex-presidente segue detido após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.

Foto:Jefferson Rudy/Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal ainda não bateu o martelo sobre a prisão do ex-presidente Fernando Collor. Nesta sexta-feira (25), o ministro Gilmar Mendes retirou o caso do plenário virtual e determinou que o julgamento continue no plenário físico da Corte. A medida suspende o desfecho imediato da votação, que já conta com quatro votos a favor da manutenção da ordem de prisão.

Foto:Carlos Moura/SCO/STF

Até o momento, o placar está 4 a 0, com votos favoráveis do próprio Alexandre de Moraes, relator do caso, além de Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. Apesar do destaque feito por Gilmar Mendes, os ministros ainda podem registrar seus votos no sistema virtual até as 23h59 desta sexta-feira. Contudo, a decisão final será proferida apenas no plenário físico, e até lá Collor permanecerá preso.

Collor foi detido na madrugada desta sexta-feira, em Maceió (AL), após ser condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em um processo derivado da Operação Lava Jato. O ex-presidente já havia esgotado suas possibilidades de recursos, e, na quinta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes rejeitou os últimos recursos da defesa, considerando-os protelatórios. Em nota, a defesa de Collor se disse surpresa e preocupada com a decisão de Moraes, afirmando que o recurso apresentado tinha cabimento e deveria ser analisado pelo plenário do STF, e não monocraticamente.

O processo contra Collor, iniciado em 2015, envolve acusações de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato e obstrução de Justiça. O ex-presidente foi denunciado por receber R$ 26 milhões em propina, intermediando contratos da BR Distribuidora, vinculada à Petrobras. Durante as investigações, a Polícia Federal apreendeu bens de luxo, como carros e obras de arte, que, segundo as investigações, foram comprados com o dinheiro da corrupção.

O caso segue em análise no STF, que decidirá, em breve, a manutenção ou revisão da prisão do ex-presidente.

Fonte:Rádio Rota FM

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