Indústria brasileira avança 1,2% em março e registra melhor desempenho para o mês desde 2018

Com alta de 3,1% em relação ao ano anterior, setor industrial mantém trajetória de recuperação e acumula crescimento no cenário pós-pandemia

Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados

O setor industrial brasileiro registrou crescimento de 1,2% no mês de março de 2025, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa o melhor desempenho para o mês em sete anos, superando o crescimento de 1,4% observado em março de 2018.

Na comparação com março de 2024, o avanço foi de 3,1%, marcando o décimo resultado positivo consecutivo nesta base de comparação. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a alta também é de 3,1%, o que reforça a tendência de recuperação gradual do setor.

Com os resultados recentes, a produção industrial se posiciona 2,8% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), embora ainda permaneça 14,4% abaixo do pico da série histórica, registrado em maio de 2011.

A análise do desempenho mês a mês mostra uma retomada progressiva da atividade industrial, após quedas observadas no último trimestre de 2024. Veja a evolução recente:

Março/2025: +1,2%

Fevereiro/2025: 0%

Janeiro/2025: +0,1%

Dezembro/2024: -0,3%

Novembro/2024: -0,7%

Outubro/2024: -0,1%

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de março é reflexo de uma recuperação parcial frente à perda de dinamismo observada nos meses anteriores. “Trata-se de uma compensação após três meses consecutivos de queda, com recuo acumulado de 1%. Além disso, houve crescimento disseminado entre os setores, com segmentos importantes mostrando expansão na produção”, destacou.

Das quatro grandes categorias econômicas analisadas, três apresentaram desempenho positivo:

Bens de consumo duráveis: +3,8%

Bens de consumo semi e não duráveis: +2,4%

Bens intermediários: +0,3%

Bens de capital: -0,7%

O panorama revela um cenário de recuperação sólida, embora ainda desigual entre os segmentos. A expectativa é que o ritmo de crescimento se consolide ao longo dos próximos meses, impulsionado por setores-chave da economia.

Fonte:Agência Brasil/Redação

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