BNDES amplia crédito para a Nova Indústria Brasil e prevê R$ 300 bilhões até 2026

Anúncio foi feito por Aloizio Mercadante durante evento no Rio; banco já investiu R$ 205 bilhões desde 2023 nas áreas estratégicas da política industrial

Divulgação BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliará para R$ 300 bilhões os recursos destinados à Nova Indústria Brasil (NIB) até o fim de 2026. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26), pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante, durante evento realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

A cerimônia contou com a presença do vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, além dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard.

Mercadante destacou os efeitos positivos das medidas econômicas adotadas pelo governo federal, que contribuíram para o crescimento de 3,4% do PIB brasileiro em 2024. Segundo ele, a indústria nacional — que enfrentava anos de retração — teve alta de 3,1% no mesmo período. “Saltamos da 40ª para a 25ª posição no ranking mundial da indústria, segundo o IEG. Isso não é pouca coisa”, afirmou.

O presidente do BNDES enfatizou que o volume de crédito à indústria mais do que dobrou desde 2022, com crescimento de 132%. “Esse salto é decisivo para recolocar a produção nacional em marcha acelerada”, declarou.

Desde janeiro de 2023, o banco já liberou R$ 205 bilhões para as missões estratégicas da política industrial do governo federal. O montante representa 80% do valor inicialmente previsto, de R$ 259 bilhões. Os recursos foram distribuídos entre seis eixos principais:

R$ 56,2 bilhões para a agropecuária

R$ 7,1 bilhões para a saúde

R$ 5,8 bilhões para a infraestrutura

R$ 49,6 bilhões para o setor digital

R$ 17,6 bilhões para a descarbonização

R$ 23,9 bilhões para a defesa nacional

A Nova Indústria Brasil é o principal plano de reindustrialização do país, com foco em inovação, sustentabilidade e aumento da competitividade. A expectativa é de que a ampliação do crédito fortaleça ainda mais a base produtiva nacional nos próximos anos.

Fonte:Agência Gov IVia BNDES/Redação

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