Mato Grosso decreta emergência zoossanitária após confirmação de gripe aviária em aves domésticas

Medida vale por 90 dias e pode ser prorrogada. Foco foi identificado no município de Campinápolis, mas sem impacto na produção comercial de frangos e ovos.

O governo de Mato Grosso declarou estado de emergência zoossanitária por 90 dias após a confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), também conhecida como gripe aviária, em aves domésticas de subsistência. O foco foi detectado no município de Campinápolis, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no último domingo (8).

O Decreto nº 1.480, assinado pelo governador em exercício Otaviano Pivetta, foi publicado em edição extra nesta terça-feira (10). A medida entra em vigor a partir da data da detecção do vírus e poderá ser prorrogada por mais 90 dias, ou enquanto durar a necessidade de ações de controle e erradicação.

Com o decreto, o Estado autoriza a realização de compras emergenciais de materiais voltados ao combate do vírus, além de permitir que o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) edite normas complementares para operacionalizar as ações.

Segundo o Mapa, esse é o quarto foco de gripe aviária detectado em aves de subsistência no país. Atualmente, nove casos suspeitos estão sob investigação no Brasil. Em Mato Grosso, o Ministério reforçou que não há estabelecimentos comerciais de avicultura no raio de atuação do foco.

No dia 19 de maio, uma suspeita em Nova Brasilândia chegou a ser investigada, mas foi descartada após análise laboratorial.

Medidas de contenção

O Indea-MT iniciou imediatamente a adoção de medidas sanitárias após a notificação do caso suspeito. Equipes foram deslocadas até Campinápolis para inspecionar propriedades num raio de 10 quilômetros ao redor da área afetada.

Dentre as ações adotadas estão:

Estabelecimento de barreiras sanitárias para impedir a movimentação de animais, equipamentos e materiais contaminados;

Abate sanitário de todas as aves do local atingido;

Desinfecção total da propriedade contaminada.

O Indea reforça que não há risco à saúde humana com o consumo de carne de frango ou ovos. Os produtos seguem próprios para o consumo.

Fonte:Canal Rural MT/Redação

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